TV OVO: reconhecimento e seriedade por meio da mídia colaborativa

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Com objetivo de motivar acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda para o desenvolvimento de iniciativas que promovam a cultura e o fazer audiovisual, um dos fundadores da TV OVO, Alexsandro Pedrollo de Oliveira, compartilhou na noite da última quarta-feira, 16 de maio, a experiência de mídia colaborativa que acontece há 22 em Santa Maria. A TV Oficina de Vídeo Oeste (TV OVO), nasceu em maio de 1996 por meio de uma iniciativa de Paulo Tavares que levou às comunidades da região oeste oficinas de vídeo que tinham como objetivo inserir e ensinar aos jovens o fazer audiovisual.

Alexsandro foi um dos alunos do projeto, aos 13 anos, e parceiro no ano seguinte para tornar o projeto uma iniciativa permanente na comunidade. “A ideia era bem simples, fazer com que os jovens produzissem material audiovisual”, comenta. O caminho, no entanto, foi longo e dependeu de muitas parcerias estabelecidas ao longo desses 22 anos de história, às quais permanecem até hoje dando suporte à proposta. Ao longo dessa trajetória, muitos trabalhos foram realizados e projetos colocados em prática, o que só foi possível por meio de uma intensa doação por parte dos voluntários e parceiros. “Toda base da TV OVO é baseada no trabalho voluntário. Você não vai trabalhar voluntariamente com aquilo para o resto da vida, ou vai, se essa for sua opção de vida como é a nossa lá. Mas você também tem que se comprometer. É parte do comprometimento se doar. É como uma criança, dar os primeiros passos e construir uma trajetória sólida”, explica.

Hoje a TV OVO se encontra em um espaço de sede própria, cedido pelo jornalista Marcelo Canellas, e conta com cerca de 16 voluntários envolvidos no fazer diário das atividades e projetos da TV, além dos gestores que, segundo Alexsandro, participam das decisões e das produções em seu tempo livre. O projeto tornou-se reconhecido não apenas em Santa Maria, mas também no cenário nacional e internacional, sendo uma referência na produção de conteúdo audiovisual sério e de qualidade. Além disso, a TV OVO conta com dois projetos recentes em andamento: o Cronicaria e Rock do K7. O primeiro é uma parceria entre os jornalistas Marcelo Canellas e Manuela Fantinel, que tem como objetivo divulgar crônicas sobre a cidade de Santa Maria, além de ser uma confraria literária. É o olhar santa-mariense sobre o mundo para além dos morros que os cercam. Já o segundo projeto é uma narrativa musical que conta sobre lendas, amores, desamores e o cenário do Rock in Roll de Santa Maria nos anos 70, 80 e 90.

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Questionamento dos alunos

De que forma é possível pensar em uma produção de conteúdo de qualidade por meio da comunicação colaborativa?

“Você tem que trabalhar com o potencial de cada colaborador da comunicação colaborativa. Por exemplo, se você tem um parceiro que trabalha com fotografia, tem alguém que é muito bom com texto, tem uma equipe que é boa com edição, audiovisual ou mídias sociais, é isso. Tu pega o potencial das pessoas, desses grupos, das instituições e organizações, e direciona para um foco. Mesmo à distância hoje já se permite isso, a nossa social media está em Portugal, por exemplo, então a gente subia o material e avisava para ela por SMS, mandava o release, ela digitava e espalhava para o mundo todo. Ela tinha os contatos de agências de notícias do mundo todo, então tinha matéria rolando na Reuters, na BBC, tinha matéria em todo lugar. Nós tivemos publicação em um jornal impresso do Japão sobre o Fisl (Fórum Internacional de Software Livre), que foi traduzida para o japonês. Enfim, reúna os potenciais para fazer alguma coisa que seja palpável, que seja interessante”.

Como é na prática direcionar um projeto com muitas pessoas e ideias?

“A estrutura é a mesma de uma produção normal, de uma agência de notícias. Você tem que ter um coordenador que organize e gerencie o caos. Qual era a estrutura do Fisl, por exemplo? A gente chegava com a pauta que já estava definida pelo evento. E o que era interessante, como eram todos profissionais da área, já sabiam como funcionava, já tinham experiência de comunicação, e mesmo os que tinham pouca experiência entravam no sistema. […] Apesar de ser uma estrutura alternativa, tem que ter um pouquinho do tradicional para que se organize, porque o tradicional é uma forma reconhecida pelo funcionamento”.

Daniella Koslowski, acadêmica de Jornalismo.

 

 

Consumo digital: a apropriação da internet como identidade

Na noite desta segunda-feira, tivemos a presença da Dra. em Antropologia Social, Sandra Rubia da Silva, guiando o debate sobre a problematização dos estudos sobre a internet no campo da Comunicação

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Culturas digitais, consumo e diversidade. A tecnologia não é mais uma simples ferramenta, ela revela as experiências e faz parte da vida das pessoas. Manuel Castells cita que “A internet é, acima de tudo, uma criação cultural”. Foi com esse pensamento que a professora Dra. Sandra Rubia da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, iniciou o debate sobre a problematização dos estudos sobre a internet no campo da Comunicação, na Semana Acadêmica da Comunicação 2018.

Ao relatar suas pesquisas este campo de estudo, Sandra trouxe o questionamento sobre o significado da internet, desde a criação do primeiro site em agosto de 1980 por Tim Berners-Lee, conhecido como World Wide Web (www), até o estudo do comportamento dos indivíduos diante de tanta exposição nas redes. “A internet foi pensada para ser livre para todos, para o conhecimento. É muito mais que uma rede de computadores, são pessoas. Há uma multiplicidade de públicos que acessam a internet, temos pessoas atrás dos computadores, discursos que circulam. As pessoas têm utilizado de uma forma que quem criou, não imaginava”, analisa a professora.

Entre os dados apresentados, Sandra Rubia cita a carta aberta escrita por Berners-Lee e publicada pelo The Guardian, traduzida pela Revista Exame, em que ele revela a preocupação com a falta de regulamentação na internet, o que faz com que o poder fique centralizado nas mãos de grandes empresas de tecnologia, o que é considerado por ele uma arma. Conforme o criador, pessoas das camadas de baixa renda podem ainda não ter acesso a internet até 2042 devido à interferência dessas grandes empresas comerciais, o que interfere não só na democracia, mas também na forma como as pessoas recebem informação.

Em busca de repostas para suas pesquisas, a professora foi à campo e se deparou com a importância dada pelos entrevistados que tinham acesso à rede, aos seus celulares/smartphones. O quanto estes objetos transformavam o meio em que estas pessoas estavam inseridas e como era a relação destas com o mundo virtual. “Para estas comunidades, a internet é o Facebook que é, na verdade, apenas uma rede social. Mesmo com a ascensão da tecnologia, há muitos grupos excluídos, muitas pessoas não têm acesso à internet. A diversidade não alcança todos da mesma forma. O Brasil tem um dos piores índices de conectividade e um dos serviços mais caros do mundo”, explica.

Parafraseando a pesquisadora britânica, Christine Hine, autora do livro Etnografia para internet, a internet está incorporada no tecido social, é um fenômeno de atenção. “A internet é vista como um artefato cultural, pois as pessoas não entram mais na rede, a gente não surfa mais, porque ela está embargada em tudo o que fazemos, nos nossos smartphones”, afirma Sandra. Um projeto de pesquisa global chamado Why we Post (Por que postamos), investiga os usos e consequências das mídias sociais, e traz a público as indagações referentes ao comportamento dos usuários. Para a doutora, os estudos existentes ainda são poucos, mas cada vez mais importantes para entender a identidade nas redes.

Aos acadêmicos e futuros pesquisadores, a professora encoraja o desafio de pesquisar e frisa a importância de voltar aos locais em que a pesquisa foi realizada in loco, e dar o feedback do trabalho concluído aos entrevistados. “Fazer uma pesquisa é muito mais que coletar dados, é se envolver com as pessoas. É importante devolver esses saberes às pessoas que participaram da pesquisa, pois elas nos permitiram um tempo delas para conceder o seu conhecimento e suas histórias”, conclui.

Questionamentos dos alunos:

Discursos de ódio

“É um fenômeno que infelizmente emerge, por um lado por causa dessa polarização das redes sociais e de outro lado, porque aparentemente muitos não conseguem considerar ainda que a internet não é mais no anonimato, como era nos anos 90. E parece, essa é uma hipótese, que não tem medo de virem a ser pegos nos crimes cibernéticos. Mas tem ainda um outro elemento, porque tem aqueles que mesmo sabendo não se importam, e se sentem à vontade para despejar o seu discurso de ódio. Isso deve ser difícil para o pesquisador. E nós precisamos sim, falar do discurso de ódio, falar de preconceito na internet, porque a internet é um ambiente público, por excelência, e altamente disseminador desses discursos”.

Menos pesquisas bibliográficas, mais pesquisas etnográficas/in loco

“Eu defendi o TCC em 99, trabalhei naquele momento mais com uma descrição, uma análise de conteúdo. O meu mestrado eu fiz na Fabico, e trabalhei mais próxima de uma semiologia, pensando em sites da internet como discurso. E aí, realmente no doutorado, eu queria muito fazer etnografia, ir para o trabalho de campo mesmo. Em termos de resultado, o que eu posso dizer: resultados não previstos, eu só posso falar da minha experiência como pesquisadora, e eu acho que, para cada problema de pesquisa a sua abordagem metodológica, o seu desenho de acordo com o problema e os objetivos que são propostos. Mas no caso da etnografia, o que eu observo das pesquisas dos orientandos são resultados que não estavam previstos originalmente. Mudança de curso, às vezes entre os orientandos, uma frustração, um medo, pelo fato dos resultados não serem previstos. Mas por outro lado, é que eu quero resgatar algumas palavras que eu ouvi de professoras em banca, e elas disseram: realmente, há um grande desafio colocado quando vem esses resultados, que são inesperados, por outro lado, pode ser uma pesquisa que não traga mais do mesmo. Quando a gente trabalha com pessoas, com essa longa convivência, com o tempo, nós temos que ter muita paciência, porque as coisas não acontecem automaticamente”.

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Daniella Koslowski, acadêmica de Jornalismo.

Semana Acadêmica encerra atividades com grandes debates nas áreas da Comunicação

Na sexta-feira, 25 de setembro, aconteceu o encerramento da Semana Acadêmica da Comunicação. Para fechar o ciclo de palestras a publicitária Aline de Mattos debateu “A Comunicação nas Cooperativas Agropecuárias e seus desafios”, exemplificando aos alunos como funciona a assessoria conjunta das áreas de comunicação em cooperativas da região.

Aline fez sua fala toda em torno do ato de comunicar, respondendo assim questões importantes para quem a organização/empresa/instituição deseja comunicar. Em sua fala, a publicitária, exemplificou a realidade das cooperativas na nossa região, mostrando como funciona o planejamento de comunicação da empresa com o case da própria cooperativa onde trabalha.

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A noite encerrou com a premiação da Mostra Competitiva do Festicom 2017, onde 20 modalidades foram contempladas pelos quase 100 trabalhos inscritos nas categorias de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Produção Transdisciplinar em Comunicação. Os trabalhos foram avaliados por uma banca de jurados composta por profissionais do mercado, os quais avaliaram critérios como: adequação do trabalho em relação à modalidade inscrita; criatividade e inovação; viabilidade e aplicabilidade; e qualidade (ética/técnica/estética) do trabalho.

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Durante a Semana Acadêmica aconteceram ainda diversas outras atividades como a palestra sobre Gestão em Mídias Sociais, com Rafael Meinecke; Comunicação nas ruas e nas redes: o caso Mídia Ninja no RN, com a jornalista Eloisa Klein; mesa redonda sobre Jornalismo Esportivo no Interior, com Maria Angélica, Thomás Silvestre e Alex Frantz; Workshop sobre Criação de Marcas e Portfólios com Tiago Oliveira e Gustavo Hansel; Comemoração dos 20 anos da Agência Experimental Usina de Ideias, onde o publicitário Anderson Zarth falou sobre os Desafios e a Importância do exercício da Comunicação Integrada, com uma mesa redonda com ex-estagiários e pessoas que fizeram e fazem parte destes 20 anos na sequência.

 

Não deixe de conferir os vencedores do Festicom 2017:

Áudio Publicitário:

Trufas Cacau Show

Alunos: Júnior Milbrandt, Eduardo Alcântara, Fabiana Rauber, José Cassiano Gubiani, Michele Dalla Costa e Talison Lange.

 Muito Melhor com Coca-Cola

Alunos: Danúbia Gois dos Santos, Carlos Mastella, Filipe Reichert, Fernando Reinke e André Rebelato.

 

Campanha Publicitária:

Plurais 2.0

Alunos: Maiquel Marchi, Ariele Santana, Bárbara de Morais, Danúbia dos Santos, Eduardo Roratto, Emerson Fraton, José Cassiano Gubiane, Júnior Milbradt, Luis Gustavo Kerber, Michele Dalla Costa, Paulo Roberto Welter, Rafael da Rosa, Robson Alexandre dos Santos e Sthéfany de Oliveira.

Um pedacinho do céu

Alunos: Eduardo Roratto e Jaíne Nonnemacher.

 

Fotografia Publicitária

Zig zag zaa

Alunos: Natália Schafer, Ianka Rudell e Rafael de Souza.

 Roupas com cheiro de frutas

Alunos: Rafael de Souza, Ianka Rudell e Natália Schafer.

 

Publicidade em Meios Alternativos:

Usina de Ideias – 20 anos – Ação Solidária

Alunos: Stéfany de Oliveira, Bárbara de Moraes, Eduardo Roratto e Maiquel Marchi

 

Publicidade em Meios Digitais:

 Facebook Plurais 2.0

Alunos: Maiquel Marchi, Ariele Santana, Bárbara de Morais, Danúbia dos Santos, Eduardo Roratto, Emerson Fraton, José Cassiano Gubiane, Júnior Milbradt, Luis Gustavo Kerber, Michele Dalla Costa, Paulo Roberto Welter, Rafael da Rosa, Robson Alexandre dos Santos e Sthéfany de Oliveira.

 Dê um like em um amigo

Alunos: Bruna Pazuch, Letícia Peiter, Ivan Gollo e Aline Bonamigo.

 

Publicidade Gráfica:

Não tem desculpas, tem lei

Alunos: Pedro Person, Ederson Verbes e Pâmela Becker

A escola contra o Bullying

Alunos: Nessana Klein e Natália Schimitz.

 

Vídeo Publicitário:

 Jason Tramontina

Aluno: Felipe Freitas.

 Netflix

Alunos: Róbson dos Santos, Emerson Fraton, Luis Gustavo Kerber e Rafael Vitória.

 

 Produção em Áudio:

 Modalidades Esportivas como processo de desenvolvimento e inclusão

Aluno: Valéria Foletto.

 As mulheres na Rádio Giruá AM

Aluno: Laura Lanzarin.

 

Produção em Foto:

 Reciclagem: a noite de um catador

Aluno: Róbson Gomes.

A dança como perspectiva cultural

Aluno: Daiana Dal Ross.

 

Produção em Texto

 Talento que vem de família

Aluno: Caroline Batista.

 Na melodia da Minha Vida

Aluno: João Guilherme Gomes

Vida em Transição

Aluno: Fabiane Madril

 

Produção em Vídeo

 Esporte como inclusão

Alunos: Valéria Foletto, Marcello Lucas, Fernanda Rebelatto e Luiza Gomes

Batalha urbana e a falta de acessos

Alunos: João Vitor Salla e Leonardo Carlini

 

Produção Multimídia

1º Redação K1

Alunos: Laura Lanzarin, Caroline Batista, Dionatan Pezzetta, Eduardo Padilha, Fabiane Madril, Guiuli Ana Izolan, Jardel Hillesheim, João Guilherme Gomes, Juliana Andretta, Julio Scarpellini dos Santos, Lara Cristina dos Santos, Laura Pimentel, Louise Rakoski, Natan Torzeschi, Róbson Gomes e Zacarias John

2º Ambiente-se

Alunos: Larissa Berwanger, Mariane Santos, Marjorie Bock, Évelin Lora, Marcello Lucas, João Vitor Salla, Laura Pimentel, Valéria Foletto, Luiza Gomes dos Santos, Renan Person, Leonardo Carilini, Suzana Klein e Roger Almeida.

 

Artigo

 Radiojornalismo e Internet em Emissoras de Ijuí

Alunos: Laura Pimentel, Marjorie Bock e Valéria Foletto

  Marketing Social: análise de caso Toms Shoes

Aluno: Bruna Griebler

 

Comunicação Experimental em Áudio:

 Plurais 2.0 e se você fosse outro?

Alunos: Danúbia dos Santos, Júnior Milbradt e Sthéfany Oliveira

 Política no K1

Alunos: Eduardo Padilha, Robson Gomes e João Guilherme Gomes

 

Comunicação Experimental em Vídeo:

 A jornada: Steve George em busca de uma aventura

Aluno: Jéssica Saueressig

 Empatia e atitudes em ação

Alunos: Sthéfany de Oliveira, Ariele Santana, Bárbara de Morais, Danúbia dos Santos, Eduardo Roratto, Emerson Fraton, José Cassiano Gubiane, Júnior Milbradt, Luis Gustavo Kerber, Michele Dalla Costa, Paulo Roberto Welter, Rafael da Rosa, Robson Alexandre dos Santos e Maiquel Marchi.

 

Minha Primeira Produção:

Quando eu vou usar isso na minha vida?

Alunos: Pedro Person e Giovanni Piovesan

A comunicação da comunicação

Aluno: Aline Conrad

 

Plano de Comunicação:

Plano de Comunicação Mercadológica Academia Bem-Estar

Aluno: Laura Lanzarin

 

Texto Livre:

A vida que eles merecem

Aluno: Bruna Pazuch

No fio da Navalha

Alunos: Robson Gomes, Eduardo Padilha e João Guilherme Gomes

 

Comunicação Digital

1º Fanpage Redação K1

Alunos: Laura Pimentel, Caroline Batista, Dionatan Pezzeta, Robson Gomes, Eduardo padilha, Fabiane Madril, Guili Ana Izolan, Zacarias John, Jardel Jilesheim, João Guilherme Gomes, Juliana Andretta, Julio Scarpelline, Lara dos Santos, Laura Lanzarin, Luíse Rakoski e Natan Torzeschi.

 

Confira ainda o vídeo produzido pelos alunos de Produção de Vídeo l:

Quinta-feira foi dia de comemorar os 20 anos da Usina de Ideias

A quarta noite da Semana Acadêmica da Comunicação foi marcada pela celebração aos 20 anos da Agência Experimental Usina de Ideias, completados neste ano de 2017. Criada em 1997, a Usina de Ideias já naquela época aparecia como uma oportunidade aos acadêmicos das então três áreas de atuação, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, de aproximar-se do dia a dia e demandas do mercado de trabalho. Se reinventando ao longo desses 20 anos, a Usina vem contando juntamente com os cursos a história da área da Comunicação Social e também participando assiduamente na formação profissional dos seus alunos.

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A noite de celebração foi dividida em momentos de aprendizado e descontração, bem como de relembrar o início da história desse grande laboratório que há tantos anos vem auxiliando na formação de jovens profissionais para o mercado de trabalho. Num primeiro momento, foi apresentada a primeira vinheta da Usina de Ideias, produzida no ano de 1998 pelos alunos envolvidos com a Agência Experimental naquela época. Depois, o professor Celestino Perin, um dos orientadores da Usina na época, falou sobre o vídeo Conhecendo o Artista Local, assinado pela Agência, e ganhador do Festival de Cinema de Gramado.

A programação teve continuidade com o publicitário da Unimed Noroeste, Anderson Zarth, que elencou a importância e os desafios do exercício da Comunicação Integrada. Ele destacou três palavras de ordem no exercício da Comunicação Integrada: integração, relacionamento e pertencimento, frisando a necessidade de estar atento a essas questões ao longo do processo comunicacional, especialmente quando há necessidade de trabalhar a comunicação interna. Ressaltou ainda da importância do profissional se auto avaliar, repensar quanto ao seu ego, entendendo que para um comunicador é importante ouvir mais do que falar.

Em um segundo momento aconteceu uma mesa redonda, mediada pela coordenadora da Usina de Ideias Marcia Formentini, com ex-estagiários, a ex-funcionária da Usina de Ideias e demais profissionais que ainda atuam na Agência Experimental. Eles relataram um pouco das suas experiências. Confira os depoimentos:

  • Fabiana Prado (primeira funcionária): “É muito feliz vir falar sobre a Usina de Ideias porque eu tenho muito carinho pela Agência. Como primeira funcionária (antes a Usina trabalhava apenas com estagiários e orientação dos professores) tive que desbravar o ambiente, tive que descobrir como trabalhar a Usina de Ideias, porque eu não tinha sido estagiária então eu tive que descobrir o ambiente, conhecer, ver a Universidade e o curso de Comunicação com outros olhos, descobrir uma outra maneira de estar dentro dos cursos da Comunicação. (…) E o papel que eu acho muito importante na Usina de Ideias é a formação dos estagiários, a parte dos alunos poder vivenciar na prática a teoria da sala de aula, porque na sala de aula eles passam a teoria e na Usina eles são orientados, dentro da realidade do mercado mesmo, a como realizar o trabalho. O lugar que ocupo hoje em minha carreira, devo à Usina de Ideias”.

 

  • Amanda Ritter (ex-estagiária): “Eu estagiei na Usina em 2011, e assim foi meu primeiro contato com um estágio na minha área escolhida profissionalmente. Lá foi meu primeiro contato diretamente com a profissão, com os clientes e com esse mundo da Publicidade. Foi enriquecedor desde o primeiro dia. Tu aprende diretamente com o teu professor, é uma experiência fantástica, porque os professores tem uma bagagem incrível, porque eles estão te instruindo o tempo inteiro e isso é um diferencial da Usina. Outra coisa que é muito legal é o contato com outras áreas da comunicação, a gente trabalha diretamente com o Jornalismo e passa a entender o mundo deles também. Além da Usina ser um espaço em que tu pode ousar, ser criativo, propositivo e tudo isso sem ter medo de errar, porque tu vai ser corrigido e no fim vai poder apresentar um bom trabalho”.

 

  • Patrícia Beckmann (ex-estagiária): “Falar da Usina é uma coisa bem difícil, foram dois anos que fiquei lá dentro e eu penso sempre com muito carinho. Até hoje no meu trabalho lembro com muito carinho de todo mundo que ajudou a acrescentar nesse período. Além de acrescentar no profissional, crescemos muito como pessoa, aprendemos realmente a trabalhar em equipe, a conviver com as pessoas, além de aprender como encarar realmente esse lado profissional, porque a gente sai para o mercado de trabalho e pensa será que eu tô preparado? E tu vai pro mercado e vê que nunca estará 100% pronto para os desafios, especialmente porque a realidade enfrentada lá é muito dura. Por isso a importância da Usina, de estágios e de grupos de pesquisa. Isso nos ajuda a chegar no mercado de forma mais segura”.

 

  • Julia Rambo (ex-estagiária): “Eu estagiei por dois anos na Usina, entre 2008 e 2010, então era na época em que não existia funcionário para orientar ainda. Na época em que eu iniciei meu estágio, nós tínhamos a presença de um aluno de Relações Públicas, porém foi apenas por um ano. Eu estagiei com pessoas muito legais e que me fizeram crescer muito. Na época, eu e meus colegas fizemos algumas reformulações no Blog da Usina, que foi o que mais marcou o tempo que eu estava lá. Foi um período extremamente válido no meu crescimento profissional. Foi um período fantástico de muitos aprendizados, muita troca e de muito respeito, de tu conhecer a realidade do outro, do que ele está aprendendo em sala de aula, pois também há diferença”.

 

  • Anderson Zath: “A experiência na Usina primeiro possibilitou essa troca com outras áreas e principalmente com os professores. O estágio me proporcionou contato com clientes reais e me auxiliou no crescimento profissional. Foi por meio dele que participei de muitos eventos, como o Intercom, onde tive oportunidade de conhecer pessoas de outras universidades que estudavam nossa área e tivemos a chance de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Na Usina também entendi na prática o conteúdo que nos era repassado em sala de aula e pude aprender a ouvir e compartilhar meu conhecimento com os colegas com quem convivia todos os dias”.

 

  • Talita Mazzola (Analista em Comunicação da Usina de Ideias): “Eu entrei na faculdade em 2007, eu tinha 17 anos. Meu primeiro estágio foi ainda naquele ano, não na Usina, mas no ambiente acadêmico, no Laboratório de Fotografia. Lá nós trabalhávamos em muitas ocasiões com os estagiários da Usina, por isso o convívio e a troca de conhecimento era constante.  então eu entrei muito nova e eu estagiei desde o primeiro semestre. Hoje são 10 anos trabalhando com a Comunicação, essa é uma coisa que eu sei fazer, da qual eu gosto muito, e que eu só sei fazer porque eu estagiei desde meu primeiro contato com a área na faculdade. Nem sempre foram flores, aprendi errando e refazendo, tomando puxão de orelha e aprendendo a ouvir o que o outro tinha para me ensinar, fosse meu professor ou meu colega de estágio ou de profissão. Vagas de estágio existem, basta ser humilde e correr atrás. Precisamos exercer a cultura do ouvir, e aprender com isso. Estágios são desafios como tudo que a gente enfrente ao longo da vida e esses desafios é o que diferenciam os bons profissionais”.

 

E hoje tem mais! Assessoria em Comunicação e Premiação dos Vencedores do Festicom são as atrações da noite. Será às 19h30, no Salão Azul da Biblioteca Mario Osorio Marques.

Confira ainda o vídeo produzido pelos alunos de Produção de Vídeo l:

Jornalismo Esportivo e workshop sobre criação de marcas movimenta alunos da Comunicação

A noite desta quarta-feira, foi marcada por duas atividades. Uma mesa redonda sobre Jornalismo Esportivo no Interior, com os jornalistas Maria Angélica, Thomás Silvestre e o radialista Alex Frantz e também um Workshop sobre criação de marcas e portfólios, com Tiago Oliveira e Gustavo Hansel.

Na mesa redonda que debateu a trajetória e os desafios para fazer jornalismo esportivo no interior, os profissionais falaram sobre suas experiências na área e o quão difícil é fazer o jornalismo esportivo no interior, com poucos recursos e limitações de espaço nos veículos do interior. Em um segundo momento, os profissionais proporcionaram um debate com o público.

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Quando questionados sobre como realizar a transmissão de um jogo do seu time do coração, Angélica frisou que aprendeu a deixar o time de lado e estar apaixonada e envolvida pelo time que os ouvintes da sua emissora torcem. “Quando vou transmitir um jogo do Inter de Santa Maria contra o São Luiz, por exemplo, vou estar envolvida e emocionada com os lances do Inter de SM, pois meus ouvintes estão me ouvindo para saber sobre ele. Mesmo eu sendo ijuiense e já ter sido muito torcedora do São Luiz”, conta. Ela ainda citou que é justamente a emoção que ela passa aos ouvintes ao transmitir e comentar os jogos que a diferencia e fez ganhar credibilidade em um meio hegemonicamente masculino. “Se sofri preconceito? Sim, sofri. E vamos continuar enfrentando olhares preconceituosos muito mais do que palavras propriamente ditas, mas cabe a nós buscarmos a conquista deste espaço. E nós podemos”, frisou.

Ao mesmo tempo em que acontecia a Mesa Redonda no Salão Azul, a sala COM 4, do Prédio da Comunicação, estava lotada para o workshop sobre criação de marcas, com os designers da GH Branding Gustavo e Tiago. Pensar e elaborar uma marca não é tarefa fácil, pois nela estão representados todos os ideais e valores da empresa que ela representa, buscando essa reflexão, os profissionais propuseram atividades em grupo para exercitar esse pensamento sobre as marcas.

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Para a construção de um projeto de marca, os designers mostraram o método que eles utilizam no momento de criação. Esse método passa por várias etapas desenvolvidas por meio de uma metodologia própria da empresa, que concluiu com a implementação da marca ao cliente.

Os alunos foram desafiados ainda a colocar “as cabeças” para trabalhar. Organizados em grupos, precisaram pensar uma marca e pesquisar sobre ela, desenvolvendo algumas das etapas propostas pela metodologia, como a construção de mapa de stakeholders, moodboards, análise de benchmarks, entre outras. Cada etapa tinha tempo determinado para finalização, culminando com a apresentação de cada grupo para para os demais.

Hoje a noite é de comemoração. Para celebrar os 20 anos da Usina de Ideias, teremos uma conversa com o publicitário Anderson Zarth sobre os Desafios e importância do exercício da Comunicação Integrada, e em seguida uma mesa redonda com estagiários que já estão no mercado de trabalho. Será às 19h30 no Salão Azul, da Biblioteca Mario Osorio Marques. Não vá perder!

 

Confira ainda o vídeo produzido pelos alunos de Produção de Vídeo l:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comunicação nas Ruas e nas Redes é tema da segunda noite da Semana Acadêmica da COM

Comunicação nas Ruas e nas Redes: o caso Mídias Ninja no Rio Grande do Norte, foi o tema abordado pela jornalista Eloisa Klein, durante a segunda noite da Semana Acadêmica da Comunicação. A jornalista trouxe à tona um pouco de sua experiência até chegar a criação do Mídias Ninja no Rio Grande do Norte, do qual ela é uma das idealizadoras.

Em sua fala, Eloisa explicou que com o passar dos anos houve uma transformação no acesso e compartilhamento do conhecimento e informação, tendo em vista não apenas o advento das novas tecnologias, mas também das mídias com as quais as pessoas passaram a se comunicar. Idosos aprendem com crianças como ficar por dentro da tecnologia e, desta forma, como estar mais próximos da informação de modo ágil e imediato.

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A jornalista explicou como se fundamenta o Mídia Ninja em sua estrutura e constituição, explicando que este é um meio que dá voz aos movimentos estudantis, sindicais, sociais, de trabalhadores, de causas ambientais e de direito à cidade, dos trabalhadores e em defesa da democracia. “O Mídia Ninja trabalha por uma mídia livre e pela pluralidade de informações na sociedade. O coletivo no RN é formado por estudantes e professores de jornalismo, membros de movimentos sociais, ativistas e lideranças de partidos de esquerda”, esclarece.

Quando questionada quanto à forma como produzem seu conteúdo, ela explica que o cronograma criado para as publicações no Mídia Ninja RN parte da identificação com o consumo de informação nos horários das pessoas que residem naquele Estado, tendo em vista os hábitos de cada localidade. Sendo assim, as principais publicações são realizadas no horário em que as pessoas estão se deslocando para o estudo que, segundo dados da própria página, é quando acontecem os maiores picos de acesso. “No Rio Grande do Norte as pessoas dormem cedo e acordam cedo, por isso não vale  a pena publicar conteúdo de madrugada, por exemplo. Preferimos publicar em horários em que as pessoas estão se deslocando”, frisa.

Eloisa trouxe também alguns exemplos de posts da página, relatando sobre fatos que tiveram muita audiência, mostrando como realmente é a produção do Mídia Ninja e o quanto os envolvidos precisam se dedicar para isso. “O Mídia Ninja é nossa produção extra. Todos temos outros trabalhos e atuamos nas coberturas no nosso ‘terceiro turno’, por isso, contamos muito com a parceria de pessoas que se identificam com a linha editorial da página como movimentos estudantis e sindicais, os quais nos enviam informações para publicação”, explica.

A programação da Semana Acadêmica da Comunicação continua na noite de hoje com o Workshop de criação de marcas e portfólios, com o Tiago Oliveira e Gustavo Hansel, na sala COM 4, prédio da Comunicação. E uma mesa redonda sobre jornalismo esportivo no interior com Maria Angélica, Thomás Silvestre e Alex Frantz, no Salão Azul da Biblioteca Mario Osorio Marques, no campus da Unijuí, ambas com início às 19h30.

Abaixo está a lista de materiais sugeridos para quem for participar da oficina:

Materiais-Workshop

Confira ainda o vídeo produzido pelos alunos de Produção de Vídeo l:

 

Gestão em mídias sociais é tema da primeira noite da Semana Acadêmica

A primeira noite da Semana Acadêmica da Comunicação contou com a presença do egresso do curso de Publicidade e Propaganda da Unijuí, Rafael Meinecke, que promoveu um debate sobre Planejamento e Gestão em Mídias Sociais. A palestra teve como mediadora a coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda Rúbia Schwanke.

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Segundo Rafael uma boa gestão de mídias sociais inicia com a migração da empresa para a mídia correta. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que a empresa conheça seu público e onde ele está. “Construir relacionamentos fortes e significativos é um grande benefício oferecido pelas mídias sociais, mas isso só se dá a partir de uma gestão qualificada das mídias realizada pelo profissional (ou profissionais) de social media”, destaca.

Rafael explica que uma das tendências que tem dado muito certo para as marcas inseridas nas redes é a criação do Buyer Persona e do Brand Personal. No caso do Buyer Persona, conhecido como comprador personificado ou a pessoa que vai usar o produto, é necessário que a marca entenda o que o cliente quer sobre a própria marca e o produto, utilizando esse lead para realizar a produção de conteúdo.

Já o Brand Persona, que é quando a marca ganha vida, gera engajamento e aproxima os valores dos clientes aos valores da marca. Como o exemplo, Rafael citou o pinguim do Ponto Frio e sua atuação no Facebook, ou a Lu, do Magazine Luiza, e a ação realizada pela marca no aplicativo do Tinder durante o Carnaval. “Criar uma Brand Persona é escrever e documentar um guia de linguagem caracterizado com tom de fala e uma voz da marca”, frisou ainda o publicitário.

“Sempre que possível apresente situações reais, evite bancos de imagem, mostre o seu produto e serviço como é de verdade. Isso dará mais trabalho, mas também mais credibilidade à marca. Priorize sempre as produções próprias. É isso que os seguidores da marca querem ver e não algo que poderão encontrar em outros tantos locais colocados da mesma maneira”, conclui.

A programação tem continuidade na noite de hoje com a palestra sobre “Jornalismo e as novas narrativas: o caso Mídias Ninja”, com a jornalista Eloisa Klein. Será às 19h30, no Salão Azul da Biblioteca Mario Osorio Marques, no campus da Unijuí.

Confira ainda o vídeo produzido pelos alunos de Produção de Vídeo l: