Escolhida pelo mundo da Comunicação

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Formada em jornalismo em 2009, Neila Daronco ilustra esta edição do Por Onde Anda. Ela relata sua experiência acadêmica e a importância do tempo da faculdade para sua formação profissional. Com passagem por rádio, TV e impresso, ela conta ainda sobre a importância de continuar atualizada no campo da comunicação e revela seus planos para o futuro. Com vocês, Neila Daronco:

“Não sei se eu escolhi, mas com certeza fui escolhida por essa rotina de conhecimentos, descobertas e novidades dia após dia. Sempre gostei de ouvir as pessoas muito mais que falar e talvez isso me aproximou mais do jornalismo do que outras áreas. Não foi do dia para noite que resolvi cursar jornalismo, mas a graduação foi essencial para me fazer entender as competências das habilitações (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas), e pela caminhada na Universidade acabei sempre optando pelas atividades jornalísticas.

Após a minha formatura, que ocorreu no ano de 2009, tenho atuado em jornal impresso. Tive experiências com TV web, vídeos e hoje voltei ao impresso e digital, na cidade de Crissiumal-RS.

Antes da faculdade, nNeila Daronco (2)unca havia trabalhado ou tido qualquer experiência com jornalismo, seja em rádio, jornal ou TV, apenas admirava muito esses profissionais. Entrei na faculdade ainda em dúvida sobre o que seria no futuro, mas com o passar do tempo, fui aprendendo a escrever de forma mais imparcial, frisando os fatos e não nossa opinião, o que é difícil, porque temos que ter uma opinião sobre as coisas e depois escrever com base n
as nossas fontes, trazendo o maior leque de opiniões possível. Além disso, compreender que há sempre o outro lado da história, e que precisamos ter ética para abordar qualquer assunto. Aprendi as técnicas para uma boa dicção no rádio e TV, e também na escrita. E as experiências que o curso nos proporciona, creio que são as mais importantes, as oportunidades que surgem quando estamos na academia, são imprescindíveis e acho impossível alguém exercer bem a profissão sem um estágio, sem ter a oportunidade de errar e aprender com seus erros.

Tenho lembranças boas da Universidade. Lembro das amizades feitas durante o curso e das pessoas com as quais nos relacionamos. Temos o conhecimento e a orientação dos nossos mestres e pelo menos no curso de Comunicação, perpassamos quase que todas as áreas do conhecimento, porque todos os assuntos rendem uma pauta em algum momento. E por falarmos um pouco de tudo, aprendemos com isso. Os momentos de tensão, também ficam na lembrança, e isso me serve de inspiração. No entanto, os desafios são diários, não é porque estou formada que não terei dúvidas. Mas aprendemos a contornar esses desafios e buscar soluções para resolvê-los.

Quanto aos planos para o futuro, estudar mais e sempre. Quero terminar uma pós-graduação e tentar unir esse conhecimento jornalístico com as mudanças que estamos passando na própria profissão. E como gosto de rádio, de vídeo e da área de assessoria, um dia quero fazer algo nessas áreas. Mas não me vejo fora da Comunicação”.

 

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“Por que você não faz Jornalismo?”

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O Por Onde Anda desta semana apresenta Araciele Ketzer, formada em Jornalismo pela Unijuí no ano passado.  Atualmente a egressa trabalha na agência de comunicação e marketing Terra Vermelha, de Ijuí. No Ensino Médio, após se destacar em vários concursos literários e receber o incentivo da professora, ela decidiu que seria jornalista. Participou do Projeto Rondon e atualmente trabalha com mídias sociais. Com vocês, Araciele Ketzer:

De tanto escrever e mostrar apreço pela palavra escrita, a professora de Português, certo dia, me perguntou: por que você não faz Jornalismo? A semente foi lançada. A partir daí, outros fatores contribuíram para esta escolha. Entre eles, a consciência do papel indispensável que o Jornalismo tem na sociedade. Um poder que influi diretamente na regulação dos diversos segmentos sociais. Um poder de contar e transformar histórias.

Além do conhecimento, da experiência e da direção profissional adquirida, acredito que algo que se destaca do meu período de universidade são as oportunidades que surgiram. A universidade abre as portas do mundo pra ti. Tira a nossa cabeça pra “fora da caixa”, transforma a nossa cultura. É uma herança que ultrapassa os limites das paredes da sala de aula. Seja a partir de lugares que tu podes visitar, seja através de pessoas, contatos que tu conheces e passa a se relacionar, seja através de projetos que tu podes participar.

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Eu tive a oportunidade de participar de vários projetos de extensão e pesquisa, tanto do curso, quanto de outras áreas, como a do Direito, além de estágios, como o realizado na Agência Experimental do curso, a Usina de Ideias. Além disso, uma experiência marcante pra mim foi o Projeto Rondon. Enfim, a universidade te tira do lugar comum, te transforma, e planta a semente para os teus caminhos posteriores.

A partir do trabalho que estou realizando na Agência Terra Vermelha, despertei minha atenção para a área de mídias digitais. Por isso, atualmente, estou cursando uma especialização em Mídias Sociais Digitais no Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), em Santa Maria. Quero direcionar os meus estudos para esta área, incluindo aí um mestrado, onde eu possa me envolver também com práticas de educomunicação.

Contato e pesquisa: Mariana Friske

A paixão pelo rádio que levou ao Jornalismo

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Formada em Jornalismo há quase três anos, Taíse Heberle busca diariamente aliar os conhecimentos teóricos com as atividades da vida profissional. Morou em Porto Alegre, onde realizou uma especialização em jornalismo esportivo. Antes disso atuou em uma Rádio em Blumenau, cidade para qual retornou e hoje atua na RICTV Record Santa Catarina. A ijuiense, que hoje faz carreira no Estado vizinho, sente orgulho de fazer parte dos vinte anos do curso de Comunicação Social, e conta como surgiu a paixão pela área.

Taíse

Sou Taíse Heberle de Lima, tenho 25 anos e sou formada em Comunicação Social, habilitação Jornalismo desde 2012. Como eu sentia uma grande afinidade com a comunicação, foi mais fácil decidir o que eu gostaria de fazer. Sempre fui engajada com atividades extras que inclinavam para a comunicação. Escolhi jornalismo porque sou muito apaixonada por rádio. Depois de um tempo, ainda sem estar na faculdade, tive a oportunidade de conhecer de perto como funcionava a programação e o amor por essa área apenas cresceu.

Guardo os conhecimentos de aulas como do Márcio Granez, de jornalismo impresso, até as aulas da Vera Raddatz de rádio. Celestino Perin, Marcinha… Além das matérias mais específicas, tínhamos aulas de sociologia, ética e materias mais sociais. Mas todo o aprendizado ao longo dos oito semestres serviu e serve como base para desenvolver os trabalhos e projetos hoje.

Todo este tempo serviu como um pleno aprendizado, amadurecimento e vivência em grupo. Além de todo conhecimento dentro da sala de aula, pude participar do projeto de extensão “Rádio na Escola”. Com ele coloquei em prática tudo que eu gosto e ainda tive a oportunidade de levar conhecimento e cidadania para crianças. É um projeto que sempre falo. Fui premiada duas vezes no mesmo ano (2010).

Claro, não posso esquecer das amizades. Hoje morando em Blumenau tenho como uma joia todos os amigos que fiz na faculdade. O contato continua, mesmo longe. Daqui pra frente espero continuar na área e crescer profissionalmente ainda mais.

 Contato e pesquisa: Gabriel Garcia

A fotografia da universidade para a vida profissional

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Egressa de Publicidade e Propaganda há quatro anos, Quele Rieth conta como foi a troca do Jornalismo por “PP”. Atuando na área da fotografia, a publicitária lembra momentos e o crescimento aliado aos ensinos da faculdade.

QUELE

A dúvida em escolher a habilitação me tirou noites de sono. Entrei no curso de Jornalismo. Mas, naquele tempo, tinha em mente que as pessoas ficavam escravas na frente do “pc”, apenas escrevendo matérias. Na verdade eu não queria passar a maior parte do meu tempo na frente do computador escrevendo. Com isso, troquei para a publicidade. Adorei ver que eu posso criar propagandas e ver elas circulando nos meios de comunicação.

A fotografia não deixa de ser um dos leques que a comunicação abre. Além de books fotográficos e eventos, faço muito foto-produto e utilizo muito o que aprendi no curso, até porque comecei a trabalhar com fotografia depois que fiz a cadeira de fotopublicidade, que tinha amado. Lógico que não basta apenas o conhecimento do curso, as especializações por fora são sempre necessárias.

O tempo na universidade é algo que me faz ter muita saudade, é um período que se leva para a vida toda, é o momento que aprende a profissão que escolheu seguir e que mais se faz amigos. Depois de quase quatro anos e meio formada acredito que eu poderia ter ‘sugado’ mais os conhecimentos lá adquiridos, ter aproveitado mais, com a cabeça de hoje eu faria diferente. Hoje tenho um estúdio fotográfico, pretendo seguir e crescer com ele, mas ainda tenho planos em fazer mestrado.

Contato e pesquisa: Gabriel Garcia

“Reporteando” em Porto Alegre

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Leila Martina Baratieri Endruweit formou-se em Jornalismo pela Unijuí no ano de 2008 e atualmente trabalha como editora-assistente na Zero Hora em Porto Alegre. Ao ingressar no mercado de trabalho, deparou-se com algumas ciladas, mas seguiu “reporteando” e hoje compartilha com o Por Onde Anda alguns detalhes da sua trajetória como jornalista.

foto Leila

Leila na cobertura da escolha do Papa, na madrugada de 13/3/13, ao lado de Luiz Antônio Araújo

A gente sai da faculdade, digamos, com um manualzão básico do que é fazer jornalismo. Porém, é só a prática que vai te ensinar várias coisas. Tem “ciladas” que só reporteando você aprende a superar.  Aprender a acompanhar audiência em tempo real, como ficar bem indexado no Google, como agir em um ataque hacker, só para citar algumas, são coisas que aprendi depois da faculdade, pois, na época, isso não era estudado.

Logo após concluir Jornalismo, antes mesmo da formatura, comecei a fazer Relações Públicas, também na Unijuí. Já aqui em Porto Alegre, fiz pós-graduação em Planejamento em Comunicação e em Gestão de Crises de Imagem, na PUCRS. Ambos os cursos me ajudaram muito na profissão de jornalista (afinal, há muitas formas de atuação em jornalismo, não necessariamente reportear ou editar).

Atualmente sou editora-assistente na Zero Hora. Estou na Central de Páginas, uma editoria responsável por produzir páginas de Variedades, Televisão, Esporte e Notícias estaduais, nacionais e internacionais para quase todos os jornais do Grupo RBS.

Cada vez mais, o jornalista tem que ser versátil. Tem que chutar a gol e ainda defender a bola. Tem que ir pra rua pronto para tuitar uma cobertura, fazer fotos, vídeos e ainda pensar na matéria do jornal impresso. Queria morar no exterior um tempo, aperfeiçoar o inglês e voltar ainda mais preparada para novos desafios. Futuramente, penso em fazer um mestrado. Também gosto de trabalhar com planejamento e gestão de crises – e investir nesta área também está no espectro.

Pesquisa e contato: Mariana Friske

Por onde anda a Vanessa?

Vanessa Laís Mallmann Massmann, 28 anos, jornalista especialista em Comunicação Organizacional. Atualmente atua como responsável pela redação do Jornal Colonial de Crissiumal

Jornalista do Jornal Colonial - 2015

Conte-nos como e quando foi o seu ingresso na universidade? Logo que saí do Ensino Médio prestei vestibular para Comunicação Social e ingressei na Unijuí em 2005, ano em que o curso completou 10 anos.

O que influenciou a escolha pelo curso de Jornalismo? As lembranças sobre a infância não são muito nítidas ou organizadas, nem sei dizer ao certo o que me motivou a tal decisão, mas sou capaz de afirmar que foi lá pelos doze anos que anunciei em alto e bom tom: “vou ser jornalista”. Isso porque o jornalismo nasceu comigo, era algo com o qual eu me identificava, principalmente, quando escrevia textos e redações que eram elogiados pelos professores. Já nesta época, sentava no chão e sujava os dedos folheando e lendo jornais e revistas. Entrei no ensino médio com a certeza de que prestaria vestibular para Jornalismo. Passei a escrever, escrever, escrever e escrever. Ingressei na universidade ciente da escolha que havia feito e sem dúvidas do que queria fazer para o resto da minha vida.

Quais os fatos marcantes para você, no período universitário? Os cinco anos e meio que passei na Universidade serviram para aflorar ainda mais minha paixão e meu amor pelo jornalismo. Grande parte disso se deve aos excelentes professores, aos instigantes componentes curriculares e às experiências adquiridas, entre elas o estágio de um ano na Usina de Ideias e os dois anos como bolsista do Projeto de Extensão Rádio na Escola. Com certeza, atuar junto com grandes professores foi muito importante para mim neste período acadêmico, pois os desafios superados e os conhecimentos adquiridos são marcas que levo até hoje.

Bolsista do Projeto de Extensão Rádio na Escola  2009

Vanessa como bolsista no projeto Rádio na Escola em 2009

Sobre o currículo, o que mais prendeu tua atenção? Eu gostava de tanta coisa que é difícil especificar. No geral, eu sempre gostei das aulas práticas, que nos faziam ir a campo e desenvolver nossas habilidades e superar as nossas dificuldades. Em particular, era apaixonada pelas aulas de radiojornalismo, porque sempre fui e sempre serei muito fã da Profe Vera Raddatz.

Entrevista para reportagem do componente curricular  Rádiojornalismo II - 2007

Entrevista para reportagem do componente curricular de Radiojornalismo II em 2007

Sobre o teu caminho profissional: de que forma teu conhecimento obtido na universidade foi e é aplicado? Primeiramente, quando fiz minha especialização em Comunicação Organizacional pude perceber o quanto meu aprendizado acadêmico foi importante, já que a maioria do conteúdo dos componentes curriculares eu já havia estudado na graduação, talvez alguns de forma superficial, mas tinha ao menos uma noção do que estava sendo trabalhado. No entanto, muito do conhecimento acadêmico eu ainda não pude colocar em prática, pois há áreas em que ainda não atuei. Destes quase cinco anos em que sou formada, apenas três meses não trabalhei em jornal e acredito que grande parte da profissional que somos se deve ao talento, pois quem não tem o dom para escrever, por exemplo, não adianta passar dez anos na faculdade que não vai aprender. Creio que a universidade se encarregou de aprimorar meu dom, afinal, não adianta saber escrever e não ter técnica e conhecimento para isso. Outra parte a gente aprende na prática mesmo, pois uma sala de aula não é igual a uma redação.

Quais as perspectivas futuras, no âmbito profissional? Bom, meus planos profissionais sofreram algumas alterações nos últimos dias e nem creio que este é o momento certo para dizer o que pretendo fazer, pois perdi meu pai há pouco tempo e não tenho condições de estabelecer metas para um curto prazo. De forma geral, pretendo me mudar para uma cidade maior ou mais próxima de grandes centros, onde há mais oportunidades de acesso ao ensino. Além disso, tenho certeza que vou encontrar um trabalho em que eu me desafie e seja desafiada a todo instante, isto faz parte da evolução e a acomodação com certeza nunca fará parte dos meus planos.

Vanessa, o Curso de Comunicação Social completa 20 anos em 2015. Você é parte desta história! Qual a mensagem que você deixa para universidade e universitários?

Pessoal, enquanto estiverem aí aproveitem para estudar, questionar e aprender tudo o que puderem, porque o mundo aqui fora muitas vezes é cruel e não nos dá tempo para pensar. Ao longo da vida acadêmica e profissional a gente escorrega, erra, sofre e cai, mas acima de tudo, levanta, não desiste e aprende, aprende muito. Ainda estou tentando construir e descobrir novos caminhos, pois continuo em evolução e quero aprender sempre. Assim como muitos de vocês, eu coloquei meu amor ao jornalismo em primeiro lugar e tenho confiança de que fiz a escolha certa.

Tenham certeza de que o jornalismo não é só uma profissão, é um dom, é uma filosofia de vida. O diploma todo mundo conquista, mas exercer a profissão com ética e paixão são poucos os que conseguem. Por isso, não mudem suas convicções e não abandonem seus sonhos e utopias, afinal, jornalista é aquele que se move pela curiosidade e pelo desejo de descobrir e mudar o mundo.

Contato e pesquisa: Adriane Hanke

Uma vida de experiências

Natural da cidade de Tenente Portela, essa relações públicas teve várias experiências, mas a que mais marcou foi em uma seguradora de saúde, em Ijuí. Lá ela aprendeu como se relacionar com as pessoas no ambiente de trabalho. Orgulho, este sentimento descreve o que a egressa Aline Benso sente por ter feito parte da história dos 20 anos do curso de comunicação da UNIJUÍ

Sem título Sou Aline Benso, formada em Comunicação Social – Relações Públicas pela UNIJUÍ no ano de 2007. Realizei intercâmbio na Universidade Autônoma de Madrid (UAM). Atuo como professora substituta da UFSM no Campus de Frederico Westphalen/RS, no curso de Relações Públicas Multimídia.

Ingressei no curso de Comunicação Social motivada pela vontade de fazer a diferença. Considerava que a informação e a comunicação deveriam estar a serviço de todos, deveriam estar em todos os lugares, e eu queria fazer parte disso.

A Comunicação Social possibilitou que eu visualizasse diferentes aspectos da sociedade (sociais, econômicos, políticos) e das organizações, sejam elas privadas, públicas ou não-governamentais. É um curso que marcou a história de vida de centenas de alunos que tiveram acesso à educação de qualidade, sobretudo por ter adotado a perspectiva crítica da comunicação social.

Busquei na universidade as possibilidades que o conhecimento nos traz.  Convívio e troca de ideias, crescimento e desenvolvimento intelectual, interação e inserção na vida acadêmica, participação no movimento estudantil e formação de minha consciência política.

Como projetos para o futuro penso em continuar estudando, fazer doutorado e investir na carreira como docente.

Contato e pesquisa: Suelen Haupt