Dia Nacional do Cinema Brasileiro: Pegue a pipoca

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Neste domingo, 05 de novembro, é comemorado o Dia Nacional do Cinema Brasileiro. A data homenageia a primeira exibição cinematográfica pública do País,  evento que aconteceu em 1896, no Rio de Janeiro. Em alguns lugares a comemoração é feita no dia 19 de junho, que foi realizada a primeira filmagem em terras brasileiras. A filmagem retrata uma “vista” da Baía de Guanabara, filmada pelo italiano Alfonso Segreto, em 1898.

Desde sua criação, o cinema é uma atividade acessível e próxima do espectador. A proposta surgiu como uma forma de diversão popular. Em 1975, o Brasil possuía cerca de 3300 salas cinema, sendo 80% apenas em cidades do interior, região que reunia toda a população local para exibir os filmes.

Para comemorar essa data, separamos algumas dicas de filmes brasileiros. Confere aí:

 

O auto da compadecida

O auto da compadecida (2000)

A adaptação da obra de Ariano Suassuna conta a história de João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Eles lutam pelo pão de cada dia tentando enganar todos do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro).

 

Dois filhos de Franscisco

Dois filhos de Francisco (2005)

O filme conta a trajetória de Zezé Di Camargo e Luciano até ao estrelado. A emocionante história dos meninos que saíram da roça em busca de seu sonho de virar cantor e a luta incessante do pai para ajudar neste sonho.

 

Tropa de elite

Tropa de Elite (2007) Capitão Nascimento (Wagner Moura) está à procura de um substituto para seu cargo. Dois amigos de infância tornam-se policiais e se destacam pela honestidade e honra ao realizar suas funções, se indignando com a corrupção existente no batalhão.

 

Meu nome não é jonhy

Meu nome não é Jonhy (2008)

João Guilherme Estrella (Selton Mello) nasceu em uma família de classe média do Rio de Janeiro. Conheceu o universo das drogas, sem nunca pisar numa favela, se tornou o maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro.

 

Era uma vez

Era uma vez (2008) O filme que ficou conhecido como Romeu e Julieta brasileiro, conta a história de Dé (Thiago Martins),  um menino que nasceu na favela e se apaixonou pela filha de um milionário, Nina (Vitória Frate).

 

Assalto ao banco central

 

Assalto ao banco central (2011) 

O filme conta como foi planejado e executado o segundo maior roubo de bancos do mundo, que aconteceu em Fortaleza, no Ceará.

 

 

 

Os homens são de marte… E é pra lOs homens são de marteá que eu vou (2014)

Fernanda (Mônica Martelli) trabalha na organização de casamentos. Solteira aos 39 anos, ela passa a maior parte do tempo procurando o grande amor de sua vida e até modifica toda ela para ir atrás de um homem.

 

Julio Sumiu

Julio sumiu (2014)

Após o sumiço do filho Julio (Pedro Nercessian), Edna (Lilia Cabral) vai à procura de seu filho na delegacia com Eustáquio (Dudu Sandroni), seu marido, mas eles são destratados pelo delegado adjunto J. Rui (Augusto Madeira), que estava mais interessado em conquistar a colega de trabalho Madalena (Carolina Dieckmann). Após receber um recado que o filho está com Tião Demônio (Leandro Firmino), o chefão do tráfico do morro ao lado, Edna decide ir até lá negociar. Surpreendida por um tiroteio, ela acaba guardando 20 kg de cocaína para o traficante que, em troca, promete libertar Julio. O problema é que Sílvio (Fiuk), ao descobrir a cocaína, decide vendê-la.

Mais forte que o mundo

Mais forte que o mundo (2016) 

José Aldo (José Loreto) encontra na luta um jeito para desligar-se do mundo e dos problemas com o pai. Procurando um futuro melhor, ele se muda para o Rio de Janeiro e vai morar de favor no alojamento de uma academia.

 

Sob pressão

Sob Pressão (2016)

O doutor Evandro (Julio Andrade) e sua equipe, formada pelos doutores Paulo (Ícaro Silva) e Carolina (Marjorie Estiano), é a história da realidade de muitos hospitais do Brasil, no filme os médicos operam e salvam vidas com estruturas muito precária que em alguns lugares isso seria impossível e inacreditável de se fazer.

 

Artigo baseado em dados do Adoro Cinema e Colégio Novo Espaço

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A história por trás de um tomate

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Gosta de curta-metragem? Temos uma dica para você! É o vídeo Ilha das Flores, com roteiro e direção de Jorge Furtado. A história contada em menos de 15 minutos tem como ponto de partida um tomate. Sim, um tomate! O diferencial dessa produção é justamente agregar conhecimentos de uma forma diferente e inusitada. É um relato com enfoque em problemas de ordem social, econômica e cultural que contrasta com a força do consumismo, os desvios culturais pelo desperdício e o preço da liberdade do homem. Tudo isso retratado no filme, com montagem e roteiro premiados em festivais como o de Gramado no ano de 1989. A produção também conseguiu prêmios em eventos internacionais como o 40º International Filmfestival, Berlim, Alemanha, 1990 e 3º Festival Internacional do Curta-metragem, Clermont-Ferrand, França, 1991.

Conheça a história surpreendente por trás de um tomate:

Fotografia em guerra

Repórteres de Guerra mostra a importância de uma boa fotografia

Repórteres de Guerra mostra a importância de uma boa fotografia

O filme Repórteres de Guerra, dirigido por Steven Silver em 2011 e baseado no livro The Bang Bang Club, retrata a história de um grupo de repórteres que precisa cobrir o fim do Apartheid e as primeiras eleições livres na África do Sul. Os quatro amigos, Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken Oosterbroek, como todos os jornalistas, desejam ter a melhor fotografia, ou como diz o ditado: ‘estar no lugar certo na hora certa’, mas para o Clube Bang Bang essa é a tarefa mais complicada de suas vidas.

Em um cenário de guerra na África do Sul, correndo vários riscos, até mesmo de morte, o filme mostra a função do fotojornalista e como este deve se portar diante de diversas situações, se mantendo forte e imparcial diante do sofrimento alheio. Na incansável busca pela verdade, os quatro jornalistas se arriscam entre tiroteios e lutas para conseguir a melhor notícia retratando a violência, a miséria e a fome do país.

A tensão mostrada logo no início se estende por todo o roteiro do filme, retratando com clareza o que os jovens jornalistas viveram na vida real. Duas das fotografias mostradas no filme ganharam o Pulitzer, prêmio norte-americano de jornalismo, tornando-se famosas por todo o mundo.

Baseado em fatos reais, o filme traz um cenário de miséria e realidade que continuam presentes na África. Apesar das cenas fortes, o filme também retrata a paixão pela profissão, o envolvimento no trabalho, os riscos que a envolvem e a coragem que é preciso ter em determinadas situações.

E você, vai ter coragem para encarar?

Texto: Fernanda Zimmermann Rebelato

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O Mercado de Notícias nas telas do cinema

Mídia e democracia. A imprensa, o seu surgimento, o papel dela na construção da opinião pública, interesses ideológicos, políticos e econômicos. Estes são os enfoques do documentário humorístico “O Mercado de Notícias”, produção que intercala depoimentos de jornalistas com trechos de “The Staple of News”, produção do dramaturgo da Renascença inglesa e contemporâneo de Shakespeare, Ben Jonson. A peça foi montada e encenada especialmente para a produção do filme.

Quem assina a direção e a produção é Jorge Furtado. A estreia será durante o É Tudo Verdade 2014 – 19° Festival Internacional de Documentários.

Mais informações aqui e aqui.

Confira o trailer:

 

 

Trabalho de repórter na pele de um amante do rock and roll

Filme da história de um jovem repórter e sua relação com bandas de rock dos anos 70

Filme da história de um jovem repórter e sua relação com bandas de rock dos anos 70

Dirigido por Cameron Crowe, no ano de 2000, o filme Quase Famosos (Almost Famous) foi rodado nos EUA com cenário dos anos 70 e inspirado na adolescência do diretor, que aos 15 anos trabalhou para a revista Rolling Stone e acompanhou a turnê do Led Zeppelin.

O personagem William Miller (Patrick Fugit), apaixonado pelo rock’nroll, escreve para pequenas revistas de Los Angeles, até que conhece o crítico musical Lester Bangs (Phillip Seymour Hoffman), que lhe dá algumas dicas de trabalho e das oportunidades de trabalhar em revistas maiores, como a Cream. Willie é barrado ao tentar acompanhar uma apresentação do Black Sabbath, porém é auxiliado pelos garotos da pequena banda Stillwater, iniciando assim laços de amizade com eles. Ele propõe então a produção de um artigo sobre a banda para acompanhar sua turnê que tende a ser um sucesso do rock. A aventura lhe proporciona aprendizados, aliados a problemas com drogas, relações com os músicos e a imprensa.

O filme foca na atuação de Willie como repórter, fazendo gravações e entrevistas ao longo da turnê. Porém, quanto mais se envolve com a banda, mais vai perdendo a objetividade do seu trabalho e passando a fazer parte do universo musical do rock. É uma ótima sugestão para os fãs de rock’nroll, pois possui trilha sonora incluindo Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, entre outros. E, para aqueles que querem ser jornalistas, traz uma visão nostálgica e apaixonante da época, mostrando a proximidade com o artista e seu envolvimento no trabalho.

Texto: Laís Dahmer

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Meia verdade

É hora de preparar a pipoca e curtir um filme no final de semana, ainda mais se ele vier acompanhado de uma chuvinha gostosa para amenizar o calor.

Jornalista que é jornalista sabe que o seu dever é levar ao público a informação, mas a informação correta. Essa não é a praia do jornalista Stephen Glass do filme “O preço de uma verdade”. Conseguir um emprego na equipe principal do jornal The New Republic de Washington foi uma das suas peripécias.

O foco principal do filme é a ética jornalística. Trabalhar com a informação exige do profissional transparência e verdade nos fatos repassados. Isso não se aplica a Stephen, já que a maioria dos materiais publicados no jornal eram parcialmente inventados e copiados.

 O filme foi lançado no ano de 2003 e é baseado em fatos reais.

Mídia em ação

O semestre acabou e o final de semana chegou. Nada melhor do que curtir uma folga na companhia de um filme e, é claro, pipoca não pode faltar.

A dica deste final de semana é o filme “O quarto poder”, do diretor Costa Gravas. A história está entrelaçada com o poder da mídia em manipular as informações, o que afeta a opinião e o comportamento das pessoas.

quarto poder

A história se passa em Madeline, Califórnia, onde um repórter de televisão faz uma cobertura sem importância em um museu. A princípio era pra ser apenas uma matéria comum. Era, porque tudo muda quando um segurança demitido pede seu emprego de volta. Ao ameaçar a diretora do museu com uma espingarda, acaba ferindo um ex-colega de trabalho e faz diversos reféns no local.

O repórter tem a chance de realizar uma grande matéria, porém, nem tudo sai como o planejado. O filme foi lançado no ano de 1997 e no elenco estão Dustin Hoffman e John Travolta.