Projeto Entre Nós resgata a história indígena da região

Projeto é o último desenvolvido pelas disciplinas da ênfase II, de Jornalismo, e traz à tona desde a herança, até as demandas contemporâneas dos indígenas que vivem na região Noroeste Missões

Entre Nós

Com objetivo de valorizar a cultura indígena, a última turma das disciplinas da ênfase em Jornalismo desenvolveu o projeto Entre Nós. Ele busca, por meio de produções em texto, fotografia, áudio e vídeo, resgatar desde a herança, o legado e as demandas contemporâneas dos indígenas que vivem na região Noroeste Missões. O projeto foi desenvolvido em cinco disciplinas da ênfase II do Jornalismo: Produção Multimídia II, Produção de Texto II, Produção de Áudio II, Produção de Vídeo II e Produção de Foto II, com orientação das professoras Lara Nasi e Vera Raddatz, e do professor Celestino Perin.

Para desenvolver a proposta, muitos acadêmicos visitaram as Aldeias da região e tiveram a oportunidade de vivenciar a realidade do povo indígena. Foi dessa experiência que surgiram as pautas que abordam a luta pela demarcação de terras, a educação básica indígena, os jovens nas aldeias, entre outros aspectos. “Tivemos a ajuda de uma indígena egressa da Unijuí, a Leda Sales, que hoje atua na Secretaria Especial de Saúde Indígena e nos passou o contato de diversas lideranças indígenas da região”, acrescenta a professora de Jornalismo Lara Nasi. Os trabalhos podem ser conferidos pelo site http://www.entrenosunijui.wixsite.com/entrenos ou na página do Facebook http://www.facebook.com/entrenosunijui/.

Questionada sobre o que este último trabalho desenvolvido pela ênfase deixou de legado, a professora cita a importância desses projetos, não só o Entre Nós, mas os outros trabalhos como o Ambiente-se, que abordou a questão ambiental, e o Plurais, desenvolvido pelo curso de Publicidade e que permanece em atuação, como espaços que despertam a sensibilidade dos acadêmicos para temas sociais. “Jornalistas precisam defender os direitos humanos, como consta em nosso Código de Ética. E penso que os jornalistas em formação, que saem com essa experiência de trabalhar com profundidade temas sociais tão sensíveis e complexos, ganham muito, para a prática profissional, para a vida. Como também ganha a comunidade, que terá jornalistas mais sensíveis às questões sociais. Acho que é nisso que devemos focar também no novo currículo, essa atenção aos temas contemporâneos e a profundidade na abordagem e envolvimento. Ver o engajamento dos estudantes nesses projetos é incrível”, finaliza.