Empreender ideias para gerar inovação

Semana Acadêmica do Departamento das Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação – DACEC, da UNIJUÍ, discute a importância de empreender, gerar soluções simples e construir novas ideias

 

Salão de Atos lotado na primeira noite de Semana Acadêmica Foto Crystian Carniel

Público acompanhou primeira noite da Semana Acadêmica do Dacec, integrando todos os cursos. Foto: Crystian Carniel

 

“Conhecimento é como um jardim, se não for cultivado, não pode ser colhido”. Foi com este provérbio africano que o administrador e gestor do Parque Científico e Tecnológico e da Incubadora Tecnológica da Unisc, Fernando José Stanck, definiu a arte de empreender e inovar. “A era digital vem transformando o modo que adquirimos conhecimento. Hoje tudo está na rede, só não busca aprender quem não quer. Empreendedores revelam que não há estabilidade. A zona de conforto em muitas áreas está com os dias contados. É necessário pensar fora da caixa e se jogar de cara nos desafios e oportunidades que as tecnologias tem possibilitado”, comenta o administrador.

Ser criativo e não ter medo de arriscar, esse é o perfil que as empresas têm escolhido para ocupar um cargo atualmente. Em sua fala, Fernando frisou aos alunos que no futuro 40% das profissões irão desaparecer, e as novas estratégias de sobrevivência e competitividade tem se tornado o gancho para o acadêmico ou empreendedor se destacar, independente da área.

As incubadoras de empresa, como a Criatec da UNIJUÍ, são consideradas grandes centros de inovação e uma excelente forma para o acadêmico começar a prospectar ideias no mundo dos negócios. “Hoje, nos novos formatos organizacionais, as empresas estão diminuindo as funções. Se antes havia vários chefes e sub-chefes, agora a maioria trabalha em conjunto. Por isso digo que é válido aproveitar cada segundo da universidade para se abastecer de conhecimento, porque canudo é responsabilidade. Alunos tem um papel importante nessa construção”, enfatiza o administrador.

A questão que fica é: como inovar? “Onde há problemas. O desafio é aliar o conhecimento que temos na universidade e conhecer pessoas de diferentes áreas que queiram empreender”. A dica é saber quem está comprometido e quem está envolvido na causa, pois são duas ações que fazem a diferença quando o assunto é tirar as ideias do papel e pôr em prática.

Para exemplificar isso, o CEO da empresa Elede e criador da Plataforma Gorila, Lucas Hansel, compartilhou com os acadêmicos sua trajetória empreendedora. Ao falar sobre suas experiências, dentre elas no Vale do Silício, Lucas afirma que os melhores lugares para aprender são em eventos nos quais você precisa pesquisar para gerar conhecimento. Além disso, destacou que o maior erro das empresas é não priorizar a venda, “esse deve ser o principal ponto na hora de empreender”.

Dois fatores são essenciais para o empreendedor, segundo o CEO: inteligência emocional e consistência. “O primeiro porque empreender é estar em uma constante montanha russa, tem que saber dosar, entender que de manhã está tudo certo, mas de noite pode dar tudo errado. E o segundo é prospectar, fazer todos os dias uma coisa nova, criar”, conclui.

Pergunta da Usina

  • Quais são os requisitos básicos para transformar uma ideia em oportunidade de negócio?

Fernando: “Para transformar essa ideia em um negócio tem que validar ela, não pode ser uma ideia, um problema que você resolve para si. O pessoal tem muito disso, de ter uma ideia e não abrir para o grupo. É como uma receita de bolo, se o teu problema é uma ideia, vai em frente, vamos validar, vamos fazer teste de conceito. Ah, não tem dinheiro? Busca estrutura! Tem incubadoras disponíveis para isso, participe de eventos, maratonas e desafios. É legal expressar a tua ideia, porque às vezes é como um filho, é bonito só para mim. Ouvir o mercado é a melhor forma de transformar tua ideia. Às vezes, você precisa preparar o mercado para recebe-la. Um exemplo é o filme Avatar, que teve que esperar 20 anos para ter computação gráfica para então fazer os efeitos e lançar o filme”.

Lucas: “A primeira coisa hoje em dia é: não se apegue a ideia, porque essa ideia pode não resistir ou o mercado não aceitar. Uma das coisas mais comuns é primeiro procurar a solução e depois o problema. E você sempre tem que fazer o inverso. Você precisa encontrar o problema, para isso, faça pesquisas, faça levantamento de dados, informações na internet, enfim há inúmeras possibilidades. Depois de resolver o problema, você faz o MVP que é o Mínimo Produto Viável, ou seja, dessa solução gigante que você pensou, o que é o mínimo possível que o cliente irá usar e ter valor? Aí você desenvolve ele e coloca no mercado. Um livro muito bom chamado “Startup Enxuta”, que surgiu no Vale do Silício, fala muito em “Get out of the building”, que nada mais é do que ‘saia do prédio’, coloque a execução para a rua, valide, fale com clientes, isso ajuda na construção”.

Palestrantes comentam sobre o assunto Foto Giuli Ana Izolan

Fernando responde aos questionamentos dos alunos. Foto: Giuli Ana Izolan

O evento é uma realização da Semana Acadêmica do DACEC e, juntamente com o lançamento do Desafio Empreendedor, integra a programação da Semana Acadêmica da Comunicação. Hoje à noite, as atividades terão continuidade, com o workshop de Criatividade e Inovação, a partir das 19h30, no Salão de Atos.

Daniella Koslowski, acadêmica de Jornalismo.

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