Vem aí o Intercom Sul 2018

Nesta quinta-feira, dia 1 de março, começam as inscrições para a Intercom Sul 2018. Nesta edição, o evento acontece no Centro Universitário FAG, em Cascavel (PR), de 31 maio e 2 de junho. Com o tema “Desigualdades, gêneros e comunicação”, o Congresso quer expor discussões essenciais para a contemporaneidade de maneira conectada.

O evento é destinado aos estudantes de comunicação, pesquisadores e profissionais da área, que têm a oportunidade de apresentar o que está sendo produzido e discutido no Ensino Superior. É uma forma de fazer com que o conhecimento ultrapasse os muros da academia. As inscrições para participação no evento como ouvinte vão até 14 de maio e o período para a submissão de trabalhos começa no dia 1 de março e termina no dia 18 de abril.

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Imagem: Divulgação Intercom Sul 2018

Ao longo dessas semanas que antecedem o Congresso, vamos ter uma aba especial no Blog da Usina para compartilhar com vocês informações sobre o evento e também auxiliar aqueles alunos que têm o desejo de participar do Intercom, também como autores, ou seja, por meio da submissão de artigos ou mesmo concorrendo no Expocom.

Os interessados podem efetuar as inscrições no Portal do Intercom ao valor de R$ 40,00 para estudantes de graduação e recém-graduado até o dia 13 de abril, R$ 50,00 de 14 de abril a 5 de maio e R$ 65,00 de 5 a 14 de maio. O valor para estudantes de pós-graduação é de R$ 100,00 até 14 de abril,  de R$ 145,00 de 14 de abril a 5 de maio e de R$ 165,00 de 5 a 14 de maio. Para os profissionais da área a inscrição é de R$ 330,00 até 14 de abril, R$ 385,00 de 15 de abril a 5 de maio e de R$ 440,00 de 5 a 14 de maio. Já para professores e pesquisadores o valor é R$ 220,00 até 14 de abril, R$ 255,00 de 14 de abril a 5 de maio e de R$ 275,00 de 5 a 14 de maio. O regulamento para submissão de trabalhos e a programação completa também pode ser acessado pelo site. Os aprovados serão divulgados no dia 4 de maio.

Na Unijuí, os alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda já estão se organizando para participar. O transporte e a estadia já foram orçados pelas acadêmicas  Laura de Moura e Marjorie Barros Bock. Quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com uma das alunas para mais informações.

Sobre a Intercom

Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), fundada em 1977, é uma instituição sem fins lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores, mas também entre alunos e recém-graduados em Comunicação, oferecendo prêmios como forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade.

Todos os anos, a Intercom realiza cinco congressos regionais: Intercom Centro-Oeste, Intercom Sudeste, Intercom Norte, Intercom Sul e Intercom Nordeste, que abordam o tema escolhido para o Congresso Nacional que acontecerá posteriormente, no mesmo ano. Os congressos reúnem milhares de pesquisadores, profissionais e estudantes das diferentes regiões do país.

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Edital para Seleção de Bolsistas 2018

Que tal começar o ano aproveitando uma oportunidade incrível de se inserir no ambiente acadêmico, compartilhar conhecimentos e ainda ganhar uma bolsa auxílio para isso? Gostou? Então presta atenção nessa oportunidade incrível que os Projetos de Extensão Gestão Social e Cidadania e Rádio, Tecnologias e Empreendedorismo na Escola estão oferecendo.

Os projetos etão com edital aberto para bolsista de extensão 20 horas. Para participar o aluno deverá estar regularmente matriculado em um dos seguintes cursos: Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda ou Informática.

Gestão Social e Cidadania

Serão oferecidas nove bolsas de 20 horas semanais no valor de R$ 480,00. Elas serão implementadas a partir de 1º de março a 31 de dezembro de 2018. Para a inscrição, o aluno deverá apresentar o currículo e observar os critérios relacionados no item requisitos e compromissos do Bolsista PIBEX.

Os documentos deverão ser entregues na Secretaria do DACEC, no período de 19 de fevereiro a 26 de fevereiro de 2018, nos turnos da tarde (13h30 às 17h30) e noite (18h30 às 22h).

Os alunos previamente selecionados serão chamados para uma entrevista a ser realizada no dia 28 de fevereiro de 2018, a partir das 14h, na sala de reuniões do DACEC. Após seleção, os alunos serão avisados pela banca, os demais concorrentes poderão obter o resultado junto à secretaria do DACEC.

Para mais informações confira o EDITAL BOLSISTA.

Rádio na Escola

Inscrições abertas para o MBA em Marketing e Comunicação Digital

As inscrições para o MBA em Marketing e Comunicação Digital na Unijuí estão abertas. Essa segunda edição terá o Mestre André Gagliardi como coordenador e o curso proporciona aos seus participantes uma visão de um novo contexto organizacional, no que se refere a gestão de marketing e da comunicação digital. Também terá ênfases nas áreas de negócios na WEB, relacionamento com o consumidor, mídias sociais, gerenciamento de crise, planejamento de marketing, jornalismo e publicidade empresarial.

O curso procura qualificar, ampliar e atualizar os conhecimentos dos profissionais que já atuam ou que irão atuar na gestão de marketing e comunicação em ambiente digital, desenvolver conceitos e capacidades que auxiliem na percepção e na interpretação das mudanças dos processos de gestão de marketing e comunicação digital nas organizações, práticas de otimização da marca no ambiente digital e promover ambiente para a socialização e troca de conhecimentos e experiências dentre os participantes, docentes e grupos de estudos.

MBA em Marketing e Comunicação Digital_Post Facebook

A pós é destinada aos empresários, gerentes, líderes de equipes e demais profissionais que desejam atuar na área de marketing e comunicação digital. Empreendedores e profissionais que atuam em agências de marketing, comunicação e publicidade digital, além de interessados na busca de uma melhor compreensão da integração das tecnologias com a gestão das organizações, de marketing, comunicação e da publicidade digital. Também para os profissionais graduados em Administração, Marketing, Comunicação Social – Habilitações Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Design, Tecnólogos em Processos Gerenciais, Marketing e áreas afins.

As aulas são presencias e acontecerão nas sextas-feiras, das 18h às 22h a aos sábados das 9h às 13h. Serão contabilizadas 10 horas aula a cada final de semana. O curso terá um percentual de até 20%, destinado para atividades não presenciais, desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem Conecta Unijuí. O valor é de R$ 343,60 mensais e as inscrições podem ser feitas no site da Unijuí até março, lá você encontra mais informações sobre o curso.

Egresso de Publicidade e Propaganda fala sobre os desafios de lançar um filme sobre inclusão

Diretor de Cromossomo 21 destaca a importância do incentivo durante sua formação acadêmica na Unijuí

Na Unijuí, a semana foi marcada pela recepção aos docentes e técnicos administrativos e de apoio da Universidade. O objetivo foi realizar um acolhimento aos profissionais dos quatro campi da Unijuí com uma sessão de cinema que buscou provocar o pensamento crítico sobre os desafios da inclusão em nosso dia a dia.

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Para fomentar essa discussão, ninguém melhor que um publicitário, apaixonado por cinema, que desde o início de sua formação profissional, lutava pelo conhecimento, pela quebra dos paradigmas e pelo olhar sensível às situações que o mundo colocava à sua frente. Alex Duarte, egresso de Publicidade e Propaganda da Unijuí, explanou aos presentes o caminho que trilhou até o lançamento do filme Cromossomo 21, que esteve em cartaz nos cinemas de todo Brasil em novembro de 2017.

Hoje, aos 29 anos, Alex vive no Rio de Janeiro e passa muitas horas em voos pelo país para dar palestras. Foram mais de 500 em 18 estados brasileiros com a participação de mais de 100 mil pessoas. Em 2016, o projeto Cromossomo 21 rompeu fronteiras e foi levado a Nova York na forma de livro e como representante do Brasil na ONU no Dia Internacional da Síndrome de Down. Rompeu também fronteiras digitais e gerou a web série Geração 21.

O sonho começou quando, ainda na faculdade, Alex precisou entrevistar uma menina com Síndrome de Down. Ela foi a grande inspiração do roteiro criado pelo publicitário para debater o tema tão importante da inclusão. Em sua fala, o egresso celebrou o retorno à universidade em que teve sua formação e ressaltou a importância da presença dos seus professores, que o incentivaram e o motivaram a seguir em frente com a ideia do filme. “Esse espaço, os professores que tive, cada um de forma especial. Essa instituição. Esse espaço de formação profissional. Tudo isso foi muito importante para que eu pudesse levar adiante meu sonho. Foi importante para que eu desenvolvesse o meu pensamento crítico e social e, sobretudo, entendesse a importância de mostrar isso ao mundo”, declarou.

O filme demorou longos anos até ser finalizado e finalmente lançado ao público, ganhando espaço nos cinemas de todo país. Alex conta que foram inúmeros os desafios, especialmente por ser um filme independente, contando apenas com parcerias cooperativas e seu próprio empenho para que pudesse dar certo sem uma produtora por trás.

No entanto, o que começou como um sonho de lançar um filme, ganhou proporções muito maiores e hoje, o publicitário está profundamente envolvido na causa da inclusão social, realizando palestras sobre o tema no Brasil e no exterior. Em 2015 foi lançado o livro duplo: “21, do diagnóstico à independência” e “Cromossomo 21”, escritos pelo diretor.

Para os acadêmicos de Comunicação que, assim como ele, sonham em fazer a diferença, Alex frisa: “Façam, independente do que as outras pessoas pensam ou falam. Façam! Lembrem-se que a impossibilidade às vezes está na cabeça do outro, não na sua. E aí mora a diferença entre sonhar e realizar. Viaje muito, leia, expanda sua mente e procure andar com pessoas positivas e de bom coração. Elas farão diferença nesta jornada”.

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Reflexos sociais e desafios

Realização de baixo orçamento, produzida de forma cooperativada e com recursos próprios, o longa-metragem teve Menção Honrosa no Festival de Gramado 2016, venceu como filme destaque no Los Angeles Brazilian Film Festival, foi premiado como Melhor Filme (voto popular) no Festival Internacional de Cinema de La Mujer, e melhor Filme do Festival Internacional de Cinema no Rio de Janeiro- FICC e melhor atriz (Adriele Pelentir), neste mesmo festival.

Os anos que separam o início das filmagens do lançamento do filme, transformaram a vida da protagonista, Adriele que tem síndrome de Down, inspirou a história e a representou na ficção,  do ator Luís Fernando Irgang, que elegeu como tema de seu trabalho de TCC em Administração na Unijuí a inclusão social nas empresas, e, sobretudo, a vida de Alex. No dia em que ele Conheceu Adriele, ela lhe fez a pergunta que complementa o título do longa: O que você faria se fosse impedido de amar? “Eu quero saber quais respostas as pessoas podem dar a esta pergunta depois de ver o filme”, diz Alex.

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De acordo com você, o seu encontro com a Adriele gerou a vontade de fazer o filme. O que foi tão motivador neste encontro?

Eu tinha acabado de fazer meu documentário sobre o Haiti e já buscava ideias para outro filme, quando fui escalado para entrevistar a Adriele para o jornal local onde eu estagiava. O motivo da matéria: ela tinha passado no vestibular para Nutrição. Quando eu comecei a conversar com ela, percebi que ia ter que rever meus pontos de vista a respeito do que era interagir com uma pessoa com Síndrome de Down. A Adriele me fez logo de cara uma pergunta que me desconcertou, ela perguntou se eu tinha um melhor amigo, eu disse que sim e perguntei por quê, ela respondeu: “porque eu não tenho, Alex. Você quer ser meu melhor amigo?”. A pergunta me desconcertou e ela continuou: E o que você faria se nessa vida não pudesse amar? A partir deste dia, passei a frequentar a casa dela, nossas famílias se aproximaram, nos tornamos grandes amigos, ao mesmo tempo em que amadurecia a vontade de fazer um filme com ela. Foi então que me veio a ideia de uma história de amor entre uma garota que tem Síndrome de Down e um jovem que não tem.

 

Adriele tem o papel mais importante no filme. Que tipo de preparação foi feita, já que ela nunca tinha trabalhado como atriz?

Fizemos um teste e ela se saiu muito bem. Então demos início a um laboratório que durou oito meses. A Adriele rouba a cena de CROMOSSOMO 21, e não tem nada a ver com o cromossomo a mais que ela carrega. Adriele busca tudo aquilo que ela quer. Conseguiu transitar do cômico ao dramático e teve maturidade para encarar as cenas de amor.

 

De onde vieram os recursos para dar início às filmagens?

De forma independente, com recursos do próprio bolso. Depois, fomos juntando colaboradores na cidade. Uma parte do filme CROMOSSOMO 21 foi produzido de forma cooperativada. Em 2016 captamos via Lei de Incentivo à Cultura os recursos que faltavam para a finalização, colorização, dublagem, como por exemplo, a correção de áudio com a coordenação do mestre Kiko Ferraz.

 

Você acha que ter realizado o documentário no Haiti te trouxe um diferencial para a produção de Cromossomo 21?

Documentar no Haiti, como objeto de estudo para meu Trabalho de Conclusão de Curso, me colocou dentro da realidade, e CROMOSSOMO 21, apesar de ser uma ficção, tem muita coisa da vivência real. Todo o laboratório que eu fiz com a Adriele foi muito real, muitos diálogos que estão no filme resultaram de falas dela, de experiências dela. Estes sete anos transitando dentro da inclusão no Brasil me possibilitou imprimir no filme uma visão realista do amor sob o ponto de vista de uma jovem com Síndrome de Down.

 

Nestes últimos anos, você se dedicou a dar palestras sobre Síndrome de Down, escreveu um livro sobre o tema, criou uma web série e produziu o longa-metragem. Fale um pouco desse projeto. Cresceu, não?

Sim, cresceu muito. O livro foi lançado em 2015, e ele tem um formato duplo: de um lado, ele conta a história do filme, do ponto de vista da protagonista; do outro há o relato de casos de muitos jovens com Síndrome de Down que têm conquistado a sua independência, a sua autonomia. As palestras, eu venho fazendo ininterruptamente desde 2010. É muita dedicação, os retornos são sempre muito importantes. Desde o ano passado, eu comecei a documentar encontros com pessoas com Down e criei uma web série chamada Geração 21 (disponível no youtube), mostrando 12 jovens com Down na busca de sua autonomia. A série já foi selecionada para diversos festivais do Brasil.