Quinta-feira foi dia de comemorar os 20 anos da Usina de Ideias

A quarta noite da Semana Acadêmica da Comunicação foi marcada pela celebração aos 20 anos da Agência Experimental Usina de Ideias, completados neste ano de 2017. Criada em 1997, a Usina de Ideias já naquela época aparecia como uma oportunidade aos acadêmicos das então três áreas de atuação, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, de aproximar-se do dia a dia e demandas do mercado de trabalho. Se reinventando ao longo desses 20 anos, a Usina vem contando juntamente com os cursos a história da área da Comunicação Social e também participando assiduamente na formação profissional dos seus alunos.

Quinta 2 (111)

A noite de celebração foi dividida em momentos de aprendizado e descontração, bem como de relembrar o início da história desse grande laboratório que há tantos anos vem auxiliando na formação de jovens profissionais para o mercado de trabalho. Num primeiro momento, foi apresentada a primeira vinheta da Usina de Ideias, produzida no ano de 1998 pelos alunos envolvidos com a Agência Experimental naquela época. Depois, o professor Celestino Perin, um dos orientadores da Usina na época, falou sobre o vídeo Conhecendo o Artista Local, assinado pela Agência, e ganhador do Festival de Cinema de Gramado.

A programação teve continuidade com o publicitário da Unimed Noroeste, Anderson Zarth, que elencou a importância e os desafios do exercício da Comunicação Integrada. Ele destacou três palavras de ordem no exercício da Comunicação Integrada: integração, relacionamento e pertencimento, frisando a necessidade de estar atento a essas questões ao longo do processo comunicacional, especialmente quando há necessidade de trabalhar a comunicação interna. Ressaltou ainda da importância do profissional se auto avaliar, repensar quanto ao seu ego, entendendo que para um comunicador é importante ouvir mais do que falar.

Em um segundo momento aconteceu uma mesa redonda, mediada pela coordenadora da Usina de Ideias Marcia Formentini, com ex-estagiários, a ex-funcionária da Usina de Ideias e demais profissionais que ainda atuam na Agência Experimental. Eles relataram um pouco das suas experiências. Confira os depoimentos:

  • Fabiana Prado (primeira funcionária): “É muito feliz vir falar sobre a Usina de Ideias porque eu tenho muito carinho pela Agência. Como primeira funcionária (antes a Usina trabalhava apenas com estagiários e orientação dos professores) tive que desbravar o ambiente, tive que descobrir como trabalhar a Usina de Ideias, porque eu não tinha sido estagiária então eu tive que descobrir o ambiente, conhecer, ver a Universidade e o curso de Comunicação com outros olhos, descobrir uma outra maneira de estar dentro dos cursos da Comunicação. (…) E o papel que eu acho muito importante na Usina de Ideias é a formação dos estagiários, a parte dos alunos poder vivenciar na prática a teoria da sala de aula, porque na sala de aula eles passam a teoria e na Usina eles são orientados, dentro da realidade do mercado mesmo, a como realizar o trabalho. O lugar que ocupo hoje em minha carreira, devo à Usina de Ideias”.

 

  • Amanda Ritter (ex-estagiária): “Eu estagiei na Usina em 2011, e assim foi meu primeiro contato com um estágio na minha área escolhida profissionalmente. Lá foi meu primeiro contato diretamente com a profissão, com os clientes e com esse mundo da Publicidade. Foi enriquecedor desde o primeiro dia. Tu aprende diretamente com o teu professor, é uma experiência fantástica, porque os professores tem uma bagagem incrível, porque eles estão te instruindo o tempo inteiro e isso é um diferencial da Usina. Outra coisa que é muito legal é o contato com outras áreas da comunicação, a gente trabalha diretamente com o Jornalismo e passa a entender o mundo deles também. Além da Usina ser um espaço em que tu pode ousar, ser criativo, propositivo e tudo isso sem ter medo de errar, porque tu vai ser corrigido e no fim vai poder apresentar um bom trabalho”.

 

  • Patrícia Beckmann (ex-estagiária): “Falar da Usina é uma coisa bem difícil, foram dois anos que fiquei lá dentro e eu penso sempre com muito carinho. Até hoje no meu trabalho lembro com muito carinho de todo mundo que ajudou a acrescentar nesse período. Além de acrescentar no profissional, crescemos muito como pessoa, aprendemos realmente a trabalhar em equipe, a conviver com as pessoas, além de aprender como encarar realmente esse lado profissional, porque a gente sai para o mercado de trabalho e pensa será que eu tô preparado? E tu vai pro mercado e vê que nunca estará 100% pronto para os desafios, especialmente porque a realidade enfrentada lá é muito dura. Por isso a importância da Usina, de estágios e de grupos de pesquisa. Isso nos ajuda a chegar no mercado de forma mais segura”.

 

  • Julia Rambo (ex-estagiária): “Eu estagiei por dois anos na Usina, entre 2008 e 2010, então era na época em que não existia funcionário para orientar ainda. Na época em que eu iniciei meu estágio, nós tínhamos a presença de um aluno de Relações Públicas, porém foi apenas por um ano. Eu estagiei com pessoas muito legais e que me fizeram crescer muito. Na época, eu e meus colegas fizemos algumas reformulações no Blog da Usina, que foi o que mais marcou o tempo que eu estava lá. Foi um período extremamente válido no meu crescimento profissional. Foi um período fantástico de muitos aprendizados, muita troca e de muito respeito, de tu conhecer a realidade do outro, do que ele está aprendendo em sala de aula, pois também há diferença”.

 

  • Anderson Zath: “A experiência na Usina primeiro possibilitou essa troca com outras áreas e principalmente com os professores. O estágio me proporcionou contato com clientes reais e me auxiliou no crescimento profissional. Foi por meio dele que participei de muitos eventos, como o Intercom, onde tive oportunidade de conhecer pessoas de outras universidades que estudavam nossa área e tivemos a chance de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Na Usina também entendi na prática o conteúdo que nos era repassado em sala de aula e pude aprender a ouvir e compartilhar meu conhecimento com os colegas com quem convivia todos os dias”.

 

  • Talita Mazzola (Analista em Comunicação da Usina de Ideias): “Eu entrei na faculdade em 2007, eu tinha 17 anos. Meu primeiro estágio foi ainda naquele ano, não na Usina, mas no ambiente acadêmico, no Laboratório de Fotografia. Lá nós trabalhávamos em muitas ocasiões com os estagiários da Usina, por isso o convívio e a troca de conhecimento era constante.  então eu entrei muito nova e eu estagiei desde o primeiro semestre. Hoje são 10 anos trabalhando com a Comunicação, essa é uma coisa que eu sei fazer, da qual eu gosto muito, e que eu só sei fazer porque eu estagiei desde meu primeiro contato com a área na faculdade. Nem sempre foram flores, aprendi errando e refazendo, tomando puxão de orelha e aprendendo a ouvir o que o outro tinha para me ensinar, fosse meu professor ou meu colega de estágio ou de profissão. Vagas de estágio existem, basta ser humilde e correr atrás. Precisamos exercer a cultura do ouvir, e aprender com isso. Estágios são desafios como tudo que a gente enfrente ao longo da vida e esses desafios é o que diferenciam os bons profissionais”.

 

E hoje tem mais! Assessoria em Comunicação e Premiação dos Vencedores do Festicom são as atrações da noite. Será às 19h30, no Salão Azul da Biblioteca Mario Osorio Marques.

Confira ainda o vídeo produzido pelos alunos de Produção de Vídeo l:

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