Social Media: muito além de likes e tweets

 

Midias sociais-01

A inovação do mercado de trabalho exige uma atualização constante de seus profissionais e das próprias empresas. Cargos novos precisaram ser criados para dar conta dessa demanda como, por exemplo, o de Social Media. O termo ainda carece de maior entendimento das empresas e dos próprios profissionais, bem como a importância da função. O Social Media é responsável por toda a comunicação de uma empresa nestes novos espaços da comunicação corporativa. Facebook, Twitter, Linkedin mudaram a forma como as corporações se comunicam com seu público e há então necessidade de um profissional que cuide desta área.

Podem atuar na produção de conteúdo e gerenciamento de ambientes digitais profissionais das áreas de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, mas engana-se quem pensa que a rotina de trabalho de um analista de mídias sociais se resume a passar o dia clicando no botão curtir do Facebook ou tuitando.

O dia a dia depende de estratégia, conhecimento dos negócios da companhia em questão e domínio das principais ferramentas sociais. Afinal, ser estratégico no meio digital virou conceito de ordem para o sucesso das empresas. Conforme o professor de jornalismo do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação – DACEC, Felipe Dornelles, para saber qual é a ferramenta da vez é preciso estar atento a pesquisas de comportamento do consumidor no ambiente digital.

“A melhor forma de aproximar a empresa do consumidor é fornecer conteúdo aos clientes, não apenas produtos e serviços. Já o retorno pode ser medido por diversas ferramentas de mensuração de resultados, aplicadas a qualquer rede social. As métricas podem auxiliar, inclusive, no planejamento dos conteúdos”, frisa Felipe. Segundo ele, é preciso estar atento às novidades da área digital, gostar de aprender sobre diversos temas e não ter limitação de tempo para trabalhar.

Anúncios

A mulher na publicidade

Em setembro do ano passado a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) enviou à Câmara um projeto de lei que prevê a proibição de publicidade que exponha ou estimule agressão ou violência sexual contra mulheres. Se a proposta for aprovada, toda publicidade impressa, eletrônica ou audiovisual que desrespeitar as regras poderá ser retirada de veiculação e as agências responsáveis podem levar uma advertência e uma multa que varia entre R$5 mil e R$200 mil.

Mulheres na Publicidade

Segundo Márcia Regina Conceição de Almeida, professora de Publicidade e Propaganda, do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação (DACEC), a lei pode funcionar por causa da punição o que incentivaria uma mudança de orientação por parte das instituições. Ela afirma, também, que a imagem da mulher, em muitas publicidades, principalmente as de moda, ainda tem como destaque o corpo, as formas e medidas consideradas perfeitas.

Mesmo assim, pode-se perceber uma tentativa de mudança, como, por exemplo, a Skol, uma marca de cerveja que sempre trouxe o corpo da mulher como forma de vender seu produto e que no começo deste ano convidou algumas artistas como Carol Rosseti, Eva Uviedo e Tainá Criola para recriar cartazes considerados ofensivos, em uma campanha que lhe rendeu muitos elogios.

“Levando em consideração outras campanhas e agências que tem se levantado em ativismo, penso que estamos avançando no que tange as diversas formas de preconceito. A Skol dá visibilidade a esta mudança pela legitimidade de ter um histórico de objetificação da imagem da mulher e se reinventa, surpreendendo pela aderência do seu novo mote publicitário com a venda do produto. Ele continua falando do seu universo “redondo”, mas empodera o representativo, em pessoas de diversas formas, cores, desejos e sentimentos”, explica Márcia.

O projeto está sendo analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Defesa dos Direitos da Mulher, de Constituição e Justiça, e de Cidadania.

Por Manuela Joana Engster, acadêmica de Jornalismo.

barra blog

Sigilo da fonte jornalística: uma garantia prevista em constituição

Se um jornalista for chamado a depor diante de um juiz, em processo criminal ou cível, ele tem o direito constitucional de não revelar o nome da pessoa que lhe concedeu a informação jornalística utilizada em sua matéria, caso essa revelação coloque em risco o exercício profissional. O direito é assegurado pela Constituição Federal e a negativa não causará responsabilidade penal.

Sigilo de fonte

Esse é um tema que gera muitas dúvidas na população e mesmo em muitos profissionais da área. O sigilo de fonte é essencial, sobretudo para o trabalho investigativo. “Em especial naqueles temas que implicam mostrar o que em geral alguns querem esconder da opinião pública. Como há fontes que só permitem revelar as informações que sabem sob a condição do sigilo, esse se faz crucial para o trabalho do jornalista”, afirma o professor de Jornalismo, Marcio Granez, do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação.

Segundo o professor a quebra do sigilo telefônico do jornalista se configura em um grave risco à liberdade de informação, já que o sigilo se justifica por proteger a fonte e, ao final, o interesse maior da sociedade em ter acesso aos fatos. “Nas sociedades que prezam pela liberdade de imprensa e de informação, esse sigilo é assegurado”, conclui.

Evento sobre leitura fantástica e economia criativa está com inscrições abertas

O segundo ciclo de estudos sobre o profissional do livro e o mercado editorial, do Bestiário Criativo, acontece entre os dias 2 e 4 de maio, no Auditório do Colégio Politécnico da UFSM. As inscrições vão até o dia 30 de abril, pelo link, no valor de R$ 50,00.

image001

Após a confirmação, será enviado um crachá com o número de inscrição para seu e-mail. Este deverá ser impresso e apresentado na entrada do evento.

O Ciclo proporciona palestras, mesas redondas e oficinas com autores e profissionais da área editorial, vindo de diversas partes do Brasil. Serão abordados assunto como escrita criativa, produção artística, desenvolvimento de projetos transmídia, mercado editorial e auto-publicação. Além da principal pauta este ano ser a produção e a discussão de literatura fantástica nacional.

A participação no evento valerá certificação de 20 horas.

Confira a programação e não deixe de participar.

DIA 1 – 02 DE MAIO, TERÇA-FEIRA

08h. Credenciamento & Entrega do Kit Bestiário Criativo

09h. Abertura

09h30. Conferência 1 – FANTASISMO NO BRASIL: UM NOVO MOVIMENTO LITERÁRIO?

Com Bruno Anselmi Matangrano

10h30. Conferência 2 – CARREIRA LITERÁRIA E FORMAÇÃO DE JOVENS LEITORES

Com Christian David

12h. Almoço.

14h. Oficina 1 – ESCRITA CRIATIVA – DA CRIAÇÃO À PUBLICAÇÃO

Ministrada por Felipe Castilho

17h. Coffee Break

18h. Sarau Literário e Lançamento de Bestiário Contos I e da web comic Metalmancer

DIA 2 – 03 DE MAIO, QUARTA-FEIRA

14h. Conferência 3 – LITERATURA FANTÁSTICA E CULTURA BRASILEIRA

Com Christopher Kastensmidt e Felipe Castilho

15h30. Mesa 1 – CRIAÇÃO DE MUNDOS FANTÁSTICOS

Com Andrio Santos, Duda Falcão e Eric Novello

17h. Coffee Break

18h. Oficina 2 – TRADUÇÃO LITERÁRIA: PROFISSÃO E MERCADO

Ministrada por Eric Novello

DIA 3 – 04 DE MAIO, QUINTA-FEIRA

13h – A MULHER E A LITERATURA: MERCADO E REPRESENTATIVIDADE

Com Nikelen Witter e Carol Chiovatto

14h – COLETIVO LITERÁRIO: GUANABARA REAL

Com Artur Vecchi

15h. Oficina 3 – TRADUÇÃO, EDIÇÃO E CRÍTICA

Ministrada por Bruno Anselmi Matangrano e Carol Chiovatto

17h. Encerramento e Coffee Break

18h. Lançamento de “Guanabara Real”, de Enéias Tavares, Nikelen Witter e Andre Zanki Cordenonsi e “Sussurros da Boca do Monte”, coletânea organizada por Jéssica Dalcin da Silva na Athena Livraria.

 

 

Publicidade e redes sociais: uma relação em que todos ganham

A Pepsi retirou da mídia a sua mais recente campanha. O filme publicitário, estrelado pela modelo Kendall Jenner, sofreu duras críticas nas redes sociais, o que levou a gigante dos refrigerantes a um pedido de desculpas. A peça, em que vários jovens participam de uma manifestação genérica, pois aparentemente não existe uma causa clara defendida, termina mostrando a modelo entregando uma lata de refrigerante a um policial. Após sua veiculação houve várias manifestações contrárias, em especial no Twitter.

Pepsi

A professora de Publicidade Nilse Maldaner comenta sobre a repercussão: “Acredito que a repercussão negativa se deve, entre outras questões, à atual conjuntura política na qual vivemos, em que vários países estão retomando posturas mais conservadoras e limitadoras em termos sociais, e que tem levado as grandes manifestações públicas ao redor do mundo. Dessa forma, quando no comercial da Pepsi é feita uma apropriação “esvaziada” dos manifestos, isso acabou gerando grande repercussão nas mídias sociais”. A professora destaca um trecho da matéria acerca do assunto publicada no site Meio & Mensagem: “(…) Mas a Pepsi errou ao adotar uma abordagem muito ampla em vez de defender algo. É como se manifestar a favor do amor ou da felicidade, não é realmente uma causa”.

A coordenadora da Usina de Ideias Marcia Formentini acredita que “seja em função da associação de uma grande Marca a um cenário de protestos/descontentamento no país, passando a impressão de que a marca não tinha nenhuma relação com o que estava acontecendo, ou seja, se tiver Pepsi tudo fica bem”. Marcia também destaca que “o processo de acompanhamento e monitoramento das ações realizadas é fundamental para as marcas, pois assim podem reagir rapidamente e, a exemplo da Pepsi, reconhecer o erro em tempo”.

Questionada sobre qual postura uma empresa deve adotar em situações de crise, a professora diz que o ideal é sempre ouvir o público. Ela também destaca que é importante sempre se colocar e se posicionar a respeito. Ainda segundo a professora, “neste ponto, a Pepsico (empresa por trás do produto Pepsi) não se omitiu, falou de seu objetivo, mas, principalmente, reconheceu que errou no tom dado a sua comunicação”.

A Pepsi, além de retirar o comercial do ar, ainda fez um pedido público de desculpas no Twitter afirmando que estava “tentando projetar uma mensagem global de união, paz e compreensão. Claramente erramos o tom e pedimos desculpas. Não tínhamos a intenção de menosprezar um assunto sério. Estamos removendo todo o conteúdo e suspendendo qualquer futura veiculação. Também nos desculpamos por ter colocado Kendall Jenner nessa posição”.

Sobre o pedido de desculpas o ativista Deray Mckesson, que criticou a campanha logo após seu lançamento twittou: “É incrível que @pepsi se desculpou com Kendall. Ela escolheu fazer parte desse anúncio. Pepsi precisa pedir desculpas aos manifestantes”.

print

Vídeo

 

Por Leonardo Andrada de Mello acadêmico de Publicidade e Propaganda

barra blog

Como a nova série da Netflix vem ajudando pessoas

Baseado no livro Thirteen Reasons Why do autor Jay Asher, a série produzida pela Netflix estreou no dia 31 de março e se tornou um fenômeno entre os jovens. O enredo principal gira em torno dos treze porquês que levaram Hannah Baker (Katheriine Langford) a se suicidar.

16195286_859398437496079_2963832611971480462_n-768x438

Usando um gravador de fitas, Hannah explica cada momento de sua vida que a levou a tomar essa decisão. A jovem deixa cópias com alguém de sua confiança, Tony (Christian Navarro), junto de uma carta ditando algumas regras. Cada uma das pessoas ligadas aos motivos deve ouvir as fitas e passar adiante, para que todos os envolvidos saibam os motivos, caso contrário, as fitas seriam expostas.

A série mostra como pequenas e grandes ações que temos com alguém podem o afetar. E como isso pode passar despercebido e que nunca sabemos o que se passa com as pessoas ao nosso redor, por isso devemos ser gentis com todos.

São abordados temas presentes na vida dos adolescentes como cyberbullying, abuso sexual, excesso de álcool, preocupações com o futuro, festas, drogas e machismo. Desde o lançamento, o CVV (Centro de Valorização da Vida), que é uma associação de apoio emocional e prevenção do suicídio no Brasil afirmou que a procura por ajuda aumentou em mais de 100%, e 25 mensagens mencionaram a série.

Por mais que o tema suicídio seja um tabu, o livro e a série vêm ajudando diversas pessoas e salvando vidas, fazendo muitos mudar de opinião sobre doenças mentais como a ansiedade e depressão, destacando que existe tratamento e o olhar para essas questões precisa ser sério.

 

Por Isabelle Luft, acadêmica de Jornalismo da Unijuí – Agência de Notícias

barra blog

 

 

Caxias do Sul será sede do Intercom Sul 2017

Um dos eventos mais esperados pelos acadêmicos e pesquisadores da Comunicação Social, o congresso da Intercom, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação, em sua edição regional, no sul do país, será sediado, neste ano, na Universidade de Caxias do Sul, UCS. O tema é “Intercom 40 anos: comunicação, memória e história”. Tendo como ambiente a Universidade e, também, eventos destinados à pesquisa, a professora Vera Raddatz, do curso de Jornalismo da Unijuí, ressalta a importância de o pesquisador participar de congressos como esse.

17358505_1730115307300364_8370341178263737589_o

O congresso Intercom Sul 2017, terá a participação de acadêmicos e professores pesquisadores da área da Comunicação Social. A professora Vera Raddatz ressalta o crédito do pesquisador, por meio do “que, também, a universidade possa se aprofundar nos temas que lhe são importantes, contribuindo, assim, para a pesquisa ao seu redor”.

A professora aponta o valor dos eventos realizados pela Unijuí, como o Salão do Conhecimento, no qual os alunos apresentam os resultados de pesquisas, e os eventos regionais, como o Intercom Sul. “É uma oportunidade única do aluno, ao participar de um projeto de pesquisa”, destaca a professora. O aluno tem a “possibilidade de se aprofundar nos aspectos teóricos acerca daquele tema e, principalmente, conhecer uma realidade profundamente, que é o objetivo da pesquisa”, finaliza Vera.

Os alunos interessados em participar do Intercom Sul com submissão de trabalhos, tem até o dia 19 de abril para realizar a inscrição e submeter o trabalho. Já os acadêmicos que desejam apenas participar das oficinas e como ouvintes dos trabalhos, podem se inscrever até o dia 29 de maio.

Modelo de Papper a ser seguido – Expocom 2017

modelopadrao2017sul

Por Érico Hammarström, acadêmico de Jornalismo da Unijuí – Agência de Notícias

 

barra blog