Stranger Things: a mistura de gêneros e referências dos anos 80 que conquistou o mundo

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Então, vamos falar da série mais comentada do último mês?

A trama se passa em meados de 1983, onde um garoto desaparece misteriosamente na pequena e pacata cidade de Hawkins, Indiana, fazendo com que a polícia, a família e os amigos procurem por respostas. Eles acabam mergulhados em um extraordinário enigma muito parecido com os jogos de RPG jogados pelos personagens – quatro crianças – envolvidos. Tudo isso também está relacionado à experimentos secretos do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha de cabelo raspado muito misteriosa.

Há quem diga que não aguenta mais ouvir falar sobre Stranger Things. Conheço algumas pessoas que se dizem desconfiadas quando a massa adere a uma nova mania relacionado a um produto cultural, como no caso desse seriado. Para ser sincera, acho que consigo entender o “medo” dessas pessoas, levando em consideração de que nos últimos anos a modinha da vez já se tratou de Crepúsculo e Cinquenta Tons de Cinza.

Não estou aqui para falar mal de nenhum dos dois, de forma alguma, apenas quero salientar que no caso de Stranger Things existe uma grande diferença: a história principal não está voltada para um romance. Também não tenho nada contra romances, apenas acredito que ele acaba limitando seu público.

 

A verdade é que Stranger Things deu tão certo que em poucos dias passou a ser considerada a nova queridinha do público, tornando-se um fenômeno mundial. Tanto que na última semana de julho alcançou o topo das séries mais populares do mundo no IMDb, um dos mais respeitados sites de crítica popular de filmes e séries do mundo, superando, inclusive, Game of Thrones.

Dica cultural 23

Mas o que esse seriado tem de tão especial? O que fez com que alcançasse todo esse sucesso? São diversos fatores, mas principalmente a mistura dos gêneros: suspense, drama, ficção cientifica e terror. Não obstante, há ainda as fantásticas referências as obras de Stiven Spielberg (E.T. – O Extraterrestre; Contatos Imediatos do Terceiro Grau; Os Goonies); Stephen King (A hora do pesadelo; Conta Comigo); e John Carpenter (A Bruma Assassina). Cito aqui apenas alguns longas metragens reconhecidas na série, mas existem mais de 15 referências de filmes dos anos 80, distribuídos em oito episódios.

No entanto, não são apenas os clássicos do cinema que encantaram o público. Todos os elementos culturais da época tematizados na série como a música, as brincadeiras, as roupas, a tecnologia, etc, faz com que aqueles que gostam de uma sessão nostálgica, como eu, viajem no tempo.

Por último, mas não menos importante, a atuação dos atores mirins faz com que a série seja ainda mais apaixonante. De acordo com os diretores da série, os irmãos Ross e Matt Duffer afirmaram, em entrevista à IGN Brasil, que foram realizados testes com inúmeras crianças, mas quando chegou a hora de escolher foi como se os papeis tivessem sido feito para elas, simplesmente não conseguiam imaginar mais ninguém nesses papeis. Os diretores relataram também que quando escalaram os atores para seus papeis tinham apenas um roteiro escrito, e as próprias crianças ajudaram a criar a personalidade para cada figura dramática destacando o melhor de cada ator.

Dica cultural 23.2

 

E funcionou, os atores são muito carismáticos e fizeram uma ótima atuação, tanto que os próprios irmãos Duffer disseram que nem podem levar muito crédito pela direção, pois não havia muito tempo para isso. Segundo eles, tudo foi feito durante as limitadas horas de gravações diárias, não havia muito tempo para inventar, era só o tempo de fazê-las focar na cena e filmar, e as crianças deram conta de tudo.

Para quem assistiu e curtiu Stranger Things, a boa notícia é que a segunda temporada já está encomendada e segundo os diretores, o monstro do mundo invertido foi apenas a porta de entrada para os mistérios que existem dentro dele (meu coração chega a acelerar de tanta ansiedade e curiosidade). Já a notícia ruim é que ela só vai ser lançada ano que vem e provavelmente será como a primeira temporada, onde quase todo mundo faz maratona, assistindo tudo em dois dias, ficando com a sensação de que viu um filme um pouco mais longo que o normal e o coração partido por ter acabado tão rápido.

Para quem ainda não assistiu, só posso dizer: assistam logo para que você não sinta a necessidade de se reintegrar socialmente. Brincadeiras à parte, certamente irá gostar da série.

Por: Suélen Kommers – Jornalista

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