“Caminhos” – a simplicidade através da crônica

Uma produção pode abranger muitos formatos e por que não utilizar uma série de ilustrações? “Caminhos” de autoria dos acadêmicos de Publicidade e Propaganda Danúbia  Gois dos Santos, João Guilherme Beschorner, Daniel Rehfeld e Anna Zamberlan evidencia a história com a utilização de um conjunto de questões: ilustrações, narração e trilha sonora.

Acompanhe o material produzido em Tendências e Inovações Criativas sob orientação da professora Nilse Maldaner no 1° semestre de 2015.

Saiba mais sobre a produção:

Como esse trabalho foi pensado?

Danúbia: Eu e meus colegas de grupo, (João Guilherme Beschorner, Daniel Rehfeld e Anna Zamberlan), desenvolvemos esse trabalho a partir de um Storyboard, que consiste em uma série de ilustrações em sequência com o propósito de pré-visualizar a animação. Para fazer a montagem das cenas, usamos a técnica Stop Motion, desenhamos quadro a quadro para animar e dar a ideia de movimento. Nossa ideia era fazer algo que fugisse um pouco do convencional, procuramos transmitir a simplicidade da vida através da crônica, que é narrada pelo protagonista da história, tocando o espectador de forma minimalista, desde as ilustrações, narração e até a trilha sonora.

Explique sobre a temática/abordagem.

Danúbia: A história do curta é uma crônica que foi resumida, porém foi conservado a ideia central. O que ela pretende passar é um pouco da ideia da rotina, a qual se apresenta muitas vezes tão rígida e repetitiva, que se a pessoa não fizer algo diferente ou além dela, ficará preso em uma monotonia ou mecanicismo. No caso do narrador da história, sua primeira tentativa de escape de rotina é a caminhada pela manhã, vendo o sol subir e os pássaros cantar. A moça que cruza seu caminho todo o dia, lhe dá a possibilidade de imaginação, e ir além dos fatos reais e concretos, ou seja, ele colore sua realidade fantasiando coisas em sua mente. Porém, com a saída da moça, perde a capacidade de fantasiar, e não tendo mais sobre o que e quem imaginar, entra numa espécie de frustração.  A partir daí ele começa a ir de ônibus para o trabalho. Ao ouvir a história pela primeira vez, muitas pessoas esperam um final romântico, que ele encontre a moça no ônibus, ou algo do gênero. É notável a frustração da maioria dos ouvintes. Porém o objetivo é este, de passar a realidade, porque nunca mais encontramos aquela pessoa bonita que estava no ponto de ônibus e ficamos com vergonha de pedir o nome, ou puxar conversa. É raro, muito raro, que essas situações românticas que fantasiamos aconteçam na vida real. Porém, mesmo frustrados, não nos podem tirar nosso direito de fantasiar, seja com o que for.

E os desafios para elaborar o trabalho?

Danúbia: Acho que o processo ilustrativo e o movimento das cenas foi o maior desafio, porque tínhamos que imaginar os vários ângulos, closes, planos gerais dos cenários, e tentar colocar no papel, foi algo bem complexo, mas no final foi gratificante.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s