Está formado. E agora?

Muitos estudantes de Comunicação Social não veem a hora da tão sonhada conclusão de curso, ficam sonhando com o dia da formatura e a entrega do diploma. Mas depois de passar por essa fase de graduação vem o momento da entrada no mercado de trabalho, que gera dúvidas e traz preocupações para muitos acadêmicos.

Mas, como ensinam os professores, se existem dúvidas melhor saná-las. Nesse caso, nada melhor para acabar com as incertezas que perguntando para quem já está formado e trabalhando em um veículo de comunicação.

A jornalista e repórter da Rádio Jornal da Manhã de Ijuí Ana Paula Veiga, formada em 2013 pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa), de São Borja-RS, relata sua experiência sobre o começo do trabalho como jornalista recém-chegada a um veículo. Ela explica ainda sobre seu trabalho jornalístico.

Texto sobre mercado de trabalho - Roger (1)

“No início a preocupação era de arrumar um emprego. Depois de ter conseguido, a dificuldade foi realmente colocar em prática o que aprendi na teoria, por mais que tenha vivido isso na faculdade”, relata.

Ana Veiga explica como é seu dia a dia na produção de matérias jornalísticas. Satisfação e desafios enfrentados na produção de uma reportagem: ”A grande satisfação é nunca ter uma rotina de trabalho igual, sempre tem um texto novo para escrever, uma informação diferente para passar e uma matéria nova e isso me atrai bastante”.

Ela dá uma dica importante: jornalista não pode desistir. “A dificuldade de todo dia é a questão de tratar com as fontes e conseguir com que elas falem para o rádio, normalmente elas não querem conceder uma entrevista, mas é preciso ter jogo de cintura para saber lidar com as pessoas e insistir e não desistir no primeiro não. Às vezes passo semanas negociando com uma assessoria de imprensa, deputado ou senador”.

 E não basta apenas estar formado, é preciso se atualizar. ”A gente precisa se atualizar não só por ser um jornalista, mas por estar dentro deste meio. Eu procuro estudar conhecer novas ferramentas, saber o que tem a minha volta e o que vem de novo, lendo livros, pesquisando e fazendo cursos”.

Leitura é um hábito e não obrigação: “Ler é muito importante, pois é uma questão que se leva para o do dia a dia, não é uma obrigação ler, pois quando você coloca isso na sua rotina vira um hábito que fica bom de fazer. Ultimamente estou realizando um curso a distância de miscigenação de culturas, então estou lendo sobre a cultura do centro-sul do país e esporte”.

Ana dá uma dica para quem ainda está realizando o curso Comunicação Social. Segundo ela, é fundamental o aluno procurar saber qual a área com que tem afinidade. ”O aluno deve experimentar durante o curso todas as formas de trabalho para saber qual escolher. A faculdade é o lugar que se pode errar. Meu conselho é que se  experimente de tudo, a TV, o rádio, como é escrever um texto para impresso, como é trabalhar com as mídias sociais. Veja o que gosta mais, pois lá se pode errar e aprender”, finaliza Ana.

Então essa é a dica: Procurar conhecer como funciona na prática a profissão desejada, pois isso pode ajudar na hora de exercitar a função.

Texto: Roger Almeida, estudante de Jornalismo da UNIJUÍ

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