De Guiné-Bissau para a Unijuí… Da Unijuí para o mundo!

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De Guiné-Bissau para o curso de Comunicação Social da UNIJUÍ. Ela concluiu a faculdade de Relações Públicas em terras gaúchas, mas por onde anda agora Nadylet Saraiva? É o que vamos descobrir neste Por onde anda. Confira:

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Sou a Nadylet Saraiva. Tenho 32 anos de idade e sou guineense de nacionalidade. Gostaria primeiramente de agradecer a oportunidade de poder participar desta entrevista de uma forma direta, dando meu contributo para a instituição que muito fez para que eu pudesse chegar onde estou hoje.

O meu percurso para ingressar na Unijuí foi da seguinte maneira: não passei pelo processo de vestibular no Brasil, mas sim fui submetida a um outro tipo de processo para ingressar na faculdade, de acordo com os critérios estipulados pelo MEC aos países que fazem parte do PEG-G (programa de estudantes-convênio de graduação), que foi criado oficialmente em 1965 pelo Decreto nº 55.613 e atualmente é regido pelo Decreto nº 7.948. O programa oferece a estudantes de países em desenvolvimento, com os quais o Brasil mantém acordo educacional, cultural ou científico-tecnológico, a oportunidade de realizar seus estudos de graduação em Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras.

O PEG-G é administrado pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Divisão de Temas Educacionais, e pelo Ministério da Educação, em parceria com Instituições de Ensino Superior em todo o país. Foi neste processo que fui selecionada, mas logo de primeira fui para a UFAM – Universidade Federal de Manaus para cursar Ciências Contábeis. Chegando na UfAM, com algumas semanas no curso, pedi a transferência para o curso de RP, sendo que na verdade eu queria era fazer Relações Internacionais muito antes de ter saído da Guine-Bissau. Só que na altura, nenhuma faculdade do Brasil oferecia este curso, por isso resolvi me inscrever no curso de Ciências Contábeis. Ainda na UFAM fui falar com o vice-reitor sobre a mudança do curso para Relações Internacionais. Ele me disse que a universidade não estava oferecendo este curso no momento, dali que me falou de Relações Públicas. Ai me interessei e me transferi… Depois de um ano não gostei da cidade e pedi a transferência para Unijuí que também faz parte do PEG-G, e por sua vez, a reitoria pediu o conteúdo programático e disciplinas já cursadas nos dois semestres que fiz na UFAM, então fizeram equivalência e por fim autorizaram a minha transferência.

Tudo isso é possível porque está na cláusula do PEG-G a possibilidade de mudança de curso, de faculdade e até de cidade). Chegando na Unijuí, comecei a cada dia descobrir o RP, fui me apaixonando a cada dia por este curso que hoje digo que tem tudo a ver comigo, superei as expectativas.

Projeto Experimental

O meu projeto experimental teve como tema a diversificação da cultura guineense, um projeto que permitiu-nos falar das diferentes culturas da Guiné-Bissau e dos grupos étnicos existentes. O lançamento do projeto foi seguido de exposição de quadros e roupas africanas na ExpoIjuí, depois a exposição foi posta no hall do prédio da Biblioteca da Unijuí no câmpus Ijuí. Foi um sucesso, sendo que permitiu esclarecer muitas questões e dúvidas da população ijuiense, que pouco conhecia do continente africano, inclusive da Guiné-Bissau. Participaram do projeto minhas duas colegas do curso Giovana Basso e Bianca Follmann. Obtivemos a nota máxima 100/100.

Para finalizar, gostaria de deixar meus profundos agradecimentos, como sempre. Há dois meses estive na Unijuí, a gratidão por esta instituição e por pessoas que nela trabalham é enorme, que para mim não tem limite. Tanto que no mês de fevereiro viajei milhas, juntamente com o meu filho Lebron e minha querida mãe Eliza, para juntos irmos agradecer a instituição que me fez ser essa pessoa que hoje sou. Dizendo isso, a minha vida profissional está da melhor maneira possível pois, desde que voltei para Guiné-Bissau, depois de uma semana comecei a trabalhar justamente na minha área, que é a comunicação. O que vivi na Unijuí jamais será apagado. Muito obrigada à professora Mariza Frizzo, e seu esposo. Dinarte Belato, Ercilica Ana Cazarin, Andre Gagliardi, Marcia Formentini, Valdir Kinn, Celestino Perin, Vera Raddtaz, Nilse Maldaner, Antonia Busman… são muitos entre os alunos e professores, pois todos eles foram importante na construção da minha carreira.

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2 respostas em “De Guiné-Bissau para a Unijuí… Da Unijuí para o mundo!

  1. Obrigada a toda equipa gostei muito de ter partida do nesta intrevista…estamos juntos sempre sempre… A Unijui no coração. …

  2. Nadylet, nós é que agradecemos! Muito bacana receber o teu carinho. A Unijuí está sempre de portas abertas para você!

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