Sinal amarelo para o mundo dos jornalistas

Livro da Roseli FígaroMudanças tecnológicas, contextos históricos e sociais que passam por constantes mutações. No meio disso tudo está o trabalho do contador de histórias da vida real. Afinal, qual o perfil do jornalista hoje?

Muita calma nessa hora. As notícias não são nada animadoras. O estudo “As mudanças no mundo do trabalho do jornalista”, realizado no Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da ECA/USP, coordenado pela professora Roseli Fígaro, trouxe resultados preocupantes. Dentre as conclusões, destaca-se o diagnóstico de que os profissionais possuem “formação política débil” e postura crítica frágil. Além disso, a pesquisa mostrou que a nova geração de jornalistas é, de forma hegemônica, feminina, com menos de 35 anos.

A pesquisa foi realizada a partir de 2010 e ouviu 538 jornalistas no estado de São Paulo. Ela foi feita com quatro tipos de amostras: os componentes do Grupo A foram captados por redes sociais, principalmente via e-mail. Uma segunda amostra abordou os profissionais do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (Grupo B). Jornalistas contratados de uma grande empresa editorial de São Paulo compuseram o Grupo C. A quarta amostra utilizou como critério jornalistas freelancers (Grupo D).

Todo o estudo está compilado no livro “As mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas”, organizado pela professora Roseli Fígaro e composto de textos produzidos pelos doutorandos Rafael Grohmann e Cláudia Nonato, que também trabalharam na pesquisa. Só para se ter uma ideia do material coletado, Grohmann conta que “Um entrevistado afirmou não saber a diferença entre PMDB e PSDB e que não queria aprender, pois não se interessava pelo assunto e preferia que Paulo Maluf escrevesse uma matéria sobre política do que ele”.

Outra informação trazida é que jornalista não planeja o futuro, nem reflete sobre sua profissão.

É interessante debatermos o resultado desse estudo, dentro da universidade ou entre amigos. Afinal, seria uma realidade também no nosso contexto de estudo e trabalho? De que forma nos apropriamos dessas conclusões científicas para qualificar nossos serviços enquanto comunicadores, jornalistas?

Tais estudos não podem entrar e sair pelos nossos “ouvidos” a partir de uma indiferença tola. Devem ser absorvidos como uma faísca que acende discussões e balança passividades diante de rotinas de um dia de trabalho cansativo, da tensão do fechamento de uma redação de jornal para mobilizar ações, posturas e atitudes sólidas perante nossa formação e execução do trabalho, um trabalho comprometido, fértil e inteligente.

Informações retiradas do site da USP.

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