Oficinas foram atrações do II Educom Sul

O II Educom Sul chegou ao fim. O evento reuniu participantes de diversos lugares do Brasil, que vivenciaram experiências e debates sobre Educomunicação e Direitos Humanos. O público pôde conferir Mesas Temáticas com grandes profissionais da área. No dia 28, os participantes participaram de oficinas que trabalharam o uso dos meios de comunicação dentro da sala de aula. Entre elas está a oficina “Folclore na Sala de Aula” ministrada pelo Prof. doutorando Antônio N. Oliveira Xavier (Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC/Ilhéus-BA). Participante como monitora da oficina, a aluna do curso de Publicidade e Propaganda da Unijuí, Nádia Formentini Nunes, conta pra nós como foi esta experiência:

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O prof. Antônio Nolberto de Oliveira Xavier trouxe para os alunos um pouco de sua experiência com o folclore. Para definir o que é o folclore e o que faz parte dele, Xavier contou com a ajuda dos participantes da oficina que trouxeram também seus conhecimentos sobre o folclore, a cultura e a dança. Ele utilizou conceitos de cultura erudita e popular.

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Após conceituar e exemplificar estes conceitos questionou os participantes: tudo o que é popular é folclore? Após breve suspense e questionamentos, explicou que todo folclore é popular e não o contrário. Para exemplificar ele disse que quando alguém está tomando um chimarrão já se pressupõe que esta pessoa é do sul, ou seja, o chimarrão nos faz lembrar o gaúcho. Já quando se vê alguém tomando o refrigerante Coca-Cola, que é algo popular, não se tem uma ligação com algo.

Outro fator que o professor destacou foi sobre a origem da palavra folclore, que vem do inglês “folk” + “lore”, que significa “a sabedoria do povo”, ou seja, algo popular. Durante a explanação, ele também mostrou que a “folclorização” de algo se dá a partir do momento que aquilo passa a representar algo ou um lugar, seja uma rua, um bairro, cidade, região do país ou estado. Um exemplo bem destacado disto está na nossa cultura, churrasco, chimarrão, prenda, peão, tudo isto traz a lembrança do sul, do gaúcho, “Não existem coisas puras, elas estão sempre mescladas”.

Entrando no assunto de como utilizar o folclore na sala de aula, Antônio destacou que os professores podem e devem utilizar seus conhecimentos folclóricos em qualquer disciplina. “Deve-se usar a criatividade para instigar o conhecimento do aluno”, defendeu. Para tanto, o professor deve estar preparado para passar o conhecimento aos alunos.

Além disto, é preciso saber como lidar com as situações. “É preciso ousar, experimentar e entender que o erro existe e que não deve ser encarado como um vilão. Quando há o erro é necessário perceber o mesmo e mostrar que aquilo não está certo de maneira tranquila”, afirmou.

Segundo o professor, durante a formação das pessoas podem ocorrer alguns fatores que podem prejudica-las quando adultas. “Quem não tem boa coordenação, por exemplo, geralmente não foi incentivado e isto pode se tornar um trauma gerando até mesmo um adulto com problemas de relacionamento.

Antônio ainda fez os participantes “botarem a mão na massa”. Sugeriu que eles fizessem algo para ser utilizado na sala de aula com o tema  folclore. Para realizar isto os participantes deveriam utilizar materiais recicláveis comuns (jornal, plástico, papel, meias, entre outros), que geralmente temos em casa. Com estes materiais os participantes confeccionaram brinquedos (carros, mini boliche, bilboquê, entre outros), bonecos e instrumentos musicais.

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A mensagem final que o professor doutorando trouxe é de que não há receita pronta, que devemos deixar a criatividade fluir com um propósito. O interessante é buscarmos sempre fazer algo e saber o que fazer com isto.

Para finalizar, Antônio convidou os participantes para uma dinâmica, onde com muito bom humor ele ensinou danças folclóricas de dois estados. Uma típica aqui do Rio Grande do Sul, o chamado “pezinho” e outra típica de São Paulo, o chamado “recortado”.

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