É como se fotografar não tirasse mais um pedaço da alma

img85Você tem ideia de quantas imagens são disseminadas nas redes diariamente?

Não? Fato! É impossível contabilizar. Afinal, são inúmeras as fotografias que rolam na rede. A internet promove a banalização do ato fotográfico. No tempo de nossas avós ou antes mesmo, em gerações mais remotas, as fotografias eram raras e cuidadosamente tiradas. Era preciso uma data especial: um aniversário, um casamento, uma festa da comunidade. Agora, qualquer sentimento, não só evento, é motivo fotográfico. Tudo deve ser registrado e publicado nas redes sociais. As câmeras digitais contribuíram muito para que isso se ampliasse.

O jornal O Globo resolveu contar! Pesquisou e chegou ao número de 125 bilhões de imagens compartilhadas na web a cada ano. Já imaginou? Só no Facebook são 300 milhões de imagens postadas por dia. É a cultura da imagem se cristalizando por aí. Interessante é o depoimento do vice-presidente da Associação Profissional de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc), Eny Miranda, em depoimento para o site Comunique-se: “As fotos digitais estão tão disseminadas que fizeram a arte de fotografar perder um pouco de sua magia. É como se fotografar não tirasse mais um pedaço da alma, como diziam os índios”.

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