Jornalista Eliane Brum estará em Ijuí no próximo mês

Luzes na passarela das palavras. No dia 11 de abril a jornalista Eliane Brum estará na Unijuí, abordando o tema: “O sofrimento humano na contemporaneidade”. A palestra faz parte da III Jornada de Saúde Mental do Hospital Bom Pastor. O evento vai acontecer na Sociedade Ginástica de Ijuí (SOGI), a partir das 20h. O custo será de R$20 reais.

Palestra Eliane

Eliane Brum é ijuiense. Filha do professor Argemiro Brum, formou-se em jornalismo pela PUC-RS. Trabalhou durante onze anos na Zero Hora. Depois, atuou como repórter especial para a revista Época. Hoje, ela mantém apenas uma coluna no site desta revista, trabalha como documentarista e escritora.

Sua história no mundo das letras começou cedo, com 11 anos de idade lançou seu primeiro livro: “Gotas da Infância”. Como jornalista, escritora e documentarista, publicou quatro livros: Um romance – “Uma Duas” e três livros de reportagens, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “A vida que ninguém vê” e “O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real”. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. Além disso, é codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada.

Eliane tem um jeito peculiar de contar os fatos e de trabalhar com as palavras. É reconhecida pela sua sensibilidade e por adotar o jornalismo literário em seus textos. Traz sempre a tona abordagens diferenciadas, profundas, um olhar  subjetivo  que toca e encanta os leitores.

Em suas crônicas, Eliane debate poeticamente questões da sociedade e as questões da alma. “Porque uma frase só existe quando é a extensão em letras da alma de quem diz. É a soma das palavras e da tragédia que contém. Se não for assim, é só uma falsidade de vogais e de consoantes, um desperdício de espaço”, Eliane em A vida que ninguém vê.

Quem lê se apaixona! Quem ainda não leu, vale a dica.

Abaixo, um depoimento do Professor Argemiro Luís Brum (irmão mais velho da Eliane).

“A Eliane sempre foi introspectiva e interessada nas coisas que a rodeavam. Já aos 10 anos publicou seu primeiro livro (Gotas da infância). A opção pelo jornalismo se deu, pelo que pude compreender, pelo gosto de escrever a história das pessoas. Perspicaz, notou que a intimidade e o silêncio, geralmente falavam mais do que as palavras orais. Graças a uma amiga, que inscreveu um artigo seu num concurso da zero hora, ela acabou sendo selecionada para trabalhar no referido jornal.

Ali aprendeu o gosto por escrever assuntos ligados ao dia-a-dia da sociedade, através do espaço editorial chamado “geral”. Assim como entendeu as dificuldades de fazer avançar ideias próprias num ambiente em que geralmente a produção é direcionada pelos interesses comerciais. Suas reportagens sempre fugiram do lugar comum, indo além, buscando avançar no íntimo dos fatos e a responder questões que ela mesma se fazia e faz até hoje.

Daí, para a incursão literária foi um passo, embora não tão fácil, pois muito exigente consigo mesma. Da Zero Hora foi para a revista Época onde continuou ganhando prêmios de jornalismo e, agora, disputando e ganhando prêmios igualmente na área literária. Nos últimos tempos, desejosa de galgar outras dimensões, se tornou jornalista independente, se retirando da Época (manteve apenas sua coluna via internet nessa revista).

Seu estilo cativa e atrai, por abordar a vida das pessoas e aquilo que realmente elas sentem. Seu crescimento na carreira jornalística é um constante aperfeiçoamento da compreensão do mundo, com muita observação, leitura e arrojo. Para ela, um jornalista deve construir sua pauta e nela perseverar, evitando de cair no lugar comum que geralmente os editores desejam.

Confesso que perdi parte de seu crescimento, principalmente no começo, pois morei nove anos na França, onde fiz meu doutorado, e não pude acompanhar os primeiros anos de sua vida jornalística propriamente dita. Particularmente, o empenho da Eliane naquilo que realiza torna o jornalismo apaixonante e indica que ela ainda não alcançou seus limites, se é que pessoas assim têm limites!”

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