Um pai. Um filho. Três filmes por semana…

Segunda-feira. Primeiro dia da última semana de ano letivo da Unijuí. O clima de férias já está pintando na área. E que tal uma dica de livro bem bacana para você curtir no período de folga?

Com vocês: O clube do filme, livro de David Gilmour, escrito em 2009.

O-Clube-do-Filme

Esse livro é perfeito para quem aprova a união entre literatura e cinema, afinal, além de nos transmitir uma lição de vida, de emocionar com o potencial educativo da sétima arte, ainda traz ótimas dicas de filmes, diretores e análises de grandes roteiros da história do cinema mundial.

E o mais interessante é que o enredo não é ficção não: é real. Saca só: David Gilmour (não, não é o mesmo do Pink Floyd), famoso crítico de cinema, observa o desleixo de seu filho de 15 anos com a escola. O adolescente (Jesse) não está nem aí para os estudos, falta nas aulas, reprova nas avaliações. Diante disso, o que um pai deveria fazer? Bem, Gilmour resolveu desafiar o método tradicional.  Decidiu propor ao seu filho que parasse de ir a escola com uma condição: ele deveria assistir 3 filmes por semana com seu pai.

O que você faria em uma situação dessas?

David Gilmour e Jesse

Jesse aceitou na hora.

A partir do “sim” do filho, Gilmour organiza uma série de filmes que vai passar para Jesse. Toda semana o clube do filme era destaque na casa da família.

Ao mesmo tempo em que assistiam aos filmes, dialogavam, conversavam sobre cenas, diretores, filmes bons e ruins, sem falar que sempre aparecia o gancho para discutir sobre namoros, drogas, sexo, música, festa, dor de cotovelo e todos os dilemas que os jovens enfrentam nessa fase. O crítico de cinema sempre cuidava para escolher o título certo para cada momento pelo qual seu filho estava passando.

Foto: Retirada do site da Veja.abril.com

Muitas dúvidas surgiram no meio do caminho. Imaginem: não é nada comum tirar o filho da escola para assistir clássicos dos cinemas. David nunca deixou de se perguntar se sua atitude era correta ou não, se sair da escola não iria estragar o futuro profissional e pessoal da história de seu filho.

Alguns anos se passaram assim. Pai e filho aprendendo e reaprendendo sobre a vida através de sessões de cinema. O clube do filme durou dois anos. Depois de muitas emoções e inúmeros fatos que marcaram essa trajetória, Jesse tomou uma atitude surpreendente.

Será que ele voltou pra escola? Fez vestibular? Desistiu de tudo? Está curioso?

Muito bem, não vamos estragar a sua surpresa com o final do livro, afinal, o desfecho da história é um momento instigante para qualquer leitor e  sempre tem um gostinho especial quando você não sabe ao certo como vai terminar.

Em vez disso, só como aperitivo, segue abaixo um trecho do final desse grande enredo que é o Clube do filme:

“Mas, por hora, ele era apenas um rapaz alto, no palco de um velho clube da cidade, com um microfone na mão e seu pai escondido na plateia. Sentado lá, na escuridão, no meio daquelas moças com olhos pintados demais e agasalhos de esqui, confesso que tive uma ligeira e secreta vontade de chorar. Não sei ao certo por que eu estava chorando – por causa dele, suponho, por ele e pela natureza fugidia e irrecuperável do tempo. E, o tempo todo, aquelas palavras de Amor à Queima-roupa voltaram à minha cabeça: ‘Você é demais, você é demais, você é demais…”!

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