Impublicável e quase sem censura…

Esta semana a banda Impublicáveis completou um ano de existência. No dia 04/09 do ano passado vinha ao mundo o primeiro acorde dessa banda que conquistou o público com o seu estilo irreverente. Para quem precisa de conceitos, lá vai: “um jeito de tocar à vontade, sem se importar com costumes antigos e regras sem motivo”. De uma banda que surgiu no Curso de Comunicação Social da Unijuí, quase como uma brincadeira, a “Impublicáveis” transformou-se em uma banda “profissa” e “extracurricular” que toca boa música em vários eventos, animando as festas e conquistando cada vez mais  espaço. Em toda essa história o elemento fundamental, desde o surgimento do grupo, é ele: o bom humor. A professora e musa inspiradora Melissa Gressler, “Mel” para os apreciadores do bom e velho rock n’ roll, revelou exclusivamente para o blog da Usina a verdadeira história da banda…

A verdadeira história da Impublicáveis

A ideia de formarmos uma banda no Curso de Comunicação Social surgiu ao final de uma disciplina de Tendências e Inovações Criativas, após uma aula sobre as relações entre música e publicidade. Nem sei ao certo quem lançou a ideia, se fui eu ou os outros maluquetes que permaneciam ali vivendo o êxtase de gerar uma ideia nova, prazerosa, e que tinha tudo para dar certo – afinal todos ali eram músicos, meia boca ou boca inteira (eu, por exemplo, não estudo piano há muitos anos). Então a banda surgiu: Mel e Mel nos vocais (a profª Mel e o Samuel Stoll), o Fábio Petry no baixo, o Giovani Lucchese (baixo também acho), o Rodrigo Tóxa nas guitarras, o Rafinha no trombone em Yellow Submarine e a Nica na bateria e no cachepô de cobre (essa é outra história…).

Impublicáveis: Rafa, Renan, Tóxa, JP e Giovani

Impublicáveis: Rafa, Renan, Tóxa, JP e Giovani

A ideia da banda foi encorpando a medida que cada Polar era tomada no metamorfose. O set list foi montado e as primeiras divergências aconteceram: que música eu ia cantar porra???? Magoei! O set list devia ter mais ou menos 300 músicas, de Menudo a Ray Charles, e precisávamos selecionar umas 15 para os primeiros ensaios. Uma tarefa ingrata, eu diria.

E o nome desta banda? Concordávamos com o fato de que devia conter algum link com a comunicação. Petry chega com uma sugestão: Os Publiciocratas. Que coisa é essa Petry? Imaginei a cena de um apresentador, no palco caquético da AFFI, levemente alcoolizado chamando “agora com vocês os Poblicroatas” ou os “Publiacrobatas” ou os “Publicitários aristocratas” ou qualquer outra coisa que vocês puderem imaginar… Uma semana depois, chego com o nome: Os ImPUBLIcáveis, assim, com o PUBLI bem destacado, fazendo esta relação com publicidade e coisas afins. Mas a ideia também estava em torno de sermos assumidamente a pior banda na história do Curso de Comunicação. Tão ruim, que ninguém quer publicar, ou compartilhar, ou ouvir ou cantar…

E nada disso aconteceu. A banda ficou boa mesmo, que merda! Os Impublicáveis estão aí, maior sucesso (prá orgulho da Mel, alegria das Marias-microfone), praticamente sem ninguém de sua formação original (tipo eu, nica, mel e petry), mas sendo a alegria da galera nas festas da AFFI ou em outro espaço Underground.  Sim, porque se formos pro palco do Absoluto, é porque a coisa tá feia mesmo (suicídio coletivo eu diria!). Vida longa ao Impublicáveis, que lembrem sempre de sua musa inspiradora (acabo de me auto-intitular, modesta a moça tadinha…), que criem sempre essas musicas horríveis e altamente grudentas, que o Tóxa continue transpirando sexualidade  e errando a letra de Melissa como sempre, e que o velho e bom rock and roll, a comunicação, a criatividade e, acima de tudo, a AMIZADE, sejam o nosso jingle preferido!

Agora já sabemos como tudo começou… Mas o que será que eles (Tóxa, Renan, Giovani, Rafa e João Pedro) têm a dizer sobre sua trajetória e planos futuros? Confira uma entrevista Impublicável…

Esta semana completa um ano da primeira reunião da banda, de muita música, criatividade e diversão… Para comemorar, que tal escrever para nós os momentos mais divertidos e emocionantes no decorrer dessa trajetória?

Tóxa – Certamente os momentos mais divertidos e emocionantes são impublicáveis, vejamos o que eu lembro: Nossos ensaios e reuniões acredito que tenham uma dosagem legal de diversão e seriedade. Se não fosse divertido fazer música, tocar, certamente a banda não existiria, afinal, para ensaiarmos e gravarmos a maioria das vezes acontece de ficarmos madrugada a dentro, sendo que, no dia seguinte, temos que trabalhar logo cedo. Certamente um dos pontos mais legais da banda é nossa facilidade de composição, conseguimos compor em conjunto, arrancar um pouco de cada um e o resultado é o que vocês conhecem. Outra coisa muito legal é que toda vez que a gurizada se reúne pra beber e conversar e alguém da banda não comparece, geralmente essa pessoa é premiada com uma bela canção que explica o porquê dessa pessoa não ter vindo. Ok, mas as letras são bem impublicáveis e não vamos mais a fundo nisso. Nossa performance vem melhorando, durante esse ano fizemos um show que não gostamos, e que foi fundamental para sentarmos e conversarmos sobre o que realmente a gente queria. A partir daí, pelo menos no meu ver, a gente conseguiu amadurecer, a evolução da banda é natural, as oportunidades para tocar apareceram, apesar da falta de espaço para o rock n’ roll, principalmente na noite ijuiense.

A banda nasceu a partir de uma ideia formulada aqui no curso de Comunicação Social, correto? Depois desse primeiro passo ela está ganhando cada vez mais espaço e alçando voos por outros caminhos. Quais os projetos da banda para o futuro?

Tóxa – Estamos compondo e gravando, devagar e sempre. [comentário do Rafa: nem tão devagar assim!]. A ideia é ir disponibilizando na internet essas canções. Fizemos um vídeo, com uma proposta extremamente simples e deu certo, esse vídeo em pouco tempo alcançou os 1400 views. Esse formato de webclip é bem interessante, e dá muito mais visibilidade para a música e para a banda em si do que apenas uma canção nova na net. A ideia é em breve estar produzindo nosso segundo vídeo, do nosso novo single (¿Por Qué Me Miras?), uma música que temos boas expectativas em cima dela, tomara que a galera goste.

Rafa – Quanto à banda ter nascido a partir de uma ideia formulada no curso de Comunicação Social: Sim, foi isso que deu o pontapé inicial. Se não fosse essa ideia, hoje a Impublicáveis não existiria. Mas hoje em dia a banda se sente independente dessa ideia, porque a banda se transformou, amadureceu. Não nos consideramos mais “a banda do curso”. Somos uma banda de amigos que gostam de tocar juntos.

Quais são as músicas mais pedidas pela galera e quais vocês mais gostam de tocar?

Tóxa – A gente gosta muito de tocar nossas músicas, é muito divertido e prazeroso. Mas a gente costuma sempre trazer músicas novas para o repertório, que sempre teve em sua base muito rock gaúcho.

Além de tocar músicas de outras bandas, algumas composições são de cunho autoral. Esta é uma qualidade pertinente e que atribui competência ao trabalho de vocês. Mas vem cá, como se desenvolve o processo dessas composições, vocês têm manias ou algum espaço especial para criação?

Tóxa – A gente se reúne sempre no estúdio da Profissom, geralmente as músicas partem de alguma ideia de letra, temática, ou então de algum rif, melodia e afins. Todas as nossas canções, com exceção de “Mais um Minuto”, foram bastante trabalhadas até chegarmos aos arranjos finais, as letras também. “Mais um Minuto” era uma ideia semi-pronta minha e do João Pedro, almoçamos com a banda, fizemos o arranjo da música na hora e gravamos. 100% de nossas músicas falam de relacionamentos, como começar, como terminar, como nunca ter, enfim, mulheres e seus atributos, sempre elas, nossa inspiração.

Vamos fazer uma pergunta bem convencional para o mundo da música! Os integrantes da banda já gostavam de música, de tocar desde pequenos, ou simplesmente adotaram a ideia de montar uma banda a partir do convite dos amigos?

Tóxa – Eu sempre fui um beatlemaniaco apaixonado por rock gaúcho, já tive algumas tentativas fracassadas com banda. Enfim, minha experiência musical se resumia até então ao meu quarto, um violão, e rodas de viola entre amigos. Todo mundo tem alguma história musical pra contar. O JP acho que era o único que estava tocando com frequência, na Decoders. Conta aí João desde quando tu é tocador e cantor?

João Pedro (JP) – Eu comecei a tocar na época da escola, no final do ensino fundamental já estava montando as primeiras bandas com alguns amigos. No final do meu ensino médio, montei com o Guilherme Frantz, o Adrian Rigoli e o Giovani Dressler, a banda Decoders, na qual toco até hoje, exceto pelo Giovani, a banda ainda é a mesma. Há um ano o pessoal do curso de Comunicação se reuniu para montar uma banda e eu meio que fui convidado/me convidei pra tocar nela. Sobre cantar e tocar: Essa é a principal diferença entre tocar na Decoders e na Impublicáveis, porque nessa última eu não sou o vocalista principal, o trabalho é bem diferente. Na Impublicáveis eu pude me dedicar mais exclusivamente à guitarra, e ainda de vez enquanto faço uma ponta nas vozes. É legal porque é diferente.

Rafa – Eu gosto bastante de música, e de tocar violão. Entrei na Impublicáveis tocando violão. Recentemente fui demitido da banda e recontratado como guitarrista. Acho muito massa tocar guitarra com esses 4 caras, a gente se diverte bastante fazendo nosso som!

Renan – Desde muito pequeno gostava muito de música, e achava o máximo ver meu tio tocando com a banda dele. Aos 8 anos comecei a aprender a tocar violão, era uma obrigação imposta pela minha família então não dei valor algum, era algo extremamente chato. Acabei fazendo alguns meses de aula e desisti. Alguns anos depois ganhei um violão novo e comecei a me interessar e a gostar dessa ideia. Com uns 13 anos ganhei uma guitarra e comecei a tocar em bandas na escola e aí foi indo. Existia uma bateria onde ensaiávamos e quando dava eu fazia um pouco de barulho. Logo comecei a me interessar por gravações e produção musical, fiz vários vídeos e músicas instrumentas, essas que faço até hoje quando possível. Quando comecei a cursar o curso me convidaram para fazer um som e, devido a falta de bateria, assumi o posto e começamos a Impublicáveis, que era uma ideia velha do pessoal. Hoje faço parte da Impublicáveis e da Off Áudio que trabalha com produção musical. (O  último trecho desta resposta foi censurado a pedido do Renan)

Giovani – Pois olha, acredito que minha trajetória musical tenha começado em 2001, quando ganhei meu primeiro violão e fiz algumas aulas. Eu tinha 10 anos. Desde pequeno sempre gostei de rock clássico e progressivo e tive grandes influências musicais, graças ao meu pai e aos amigos dele.  Minha primeira experiência no palco foi quando meu pai me convidou para tocar guitarra em um jantar dançante (huhuhu), juntamente com ele. Isso foi lá por 2003. Minha primeira banda de rock mesmo foi com o JP em 2005/2006, a banda se chamava Urbana Freak e a nossa proposta era mais hard core. Migrei nessa época para o contrabaixo. Tocamos juntos até o final 2007. Em 2008 fui baixista na Parada Obrigatória, desde seu início em janeiro até outubro, quando começaram as minhas funções com vestibular e a grande possibilidade de eu ir morar em Santa Cruz do Sul (no fim acabei permanecendo em Ijuí). No início da faculdade conheci o Tóxa, costumávamos tocar violão em junções e festas com a gurizada, na parceria. Lembro que foi em 2010 que surgiu pela primeira vez a ideia da Impublicáveis, em uma reunião no Metamorfose, onde eu estava com os colegas e a Mel. Seria a “banda da comunicação”. Há exatamente 1 ano atrás, em 2011, colocamos a ideia em prática e foi muito agradável. Mas hoje acredito que nossa proposta vai além disso, como mais uma banda alternativa no cenário ijuiense, com nosso próprio estilo de fazer rock gaúcho.

Para encerrar uma pergunta-chave: qual o significado da Impublicáveis na vida de vocês?

Tóxa – Diversão, trabalho, prazer, as loca…

JP – A Impublicáveis me ensinou que é possível fazer as coisas aliando prazer e trabalho de uma forma harmônica. O resultado final das coisas que fazemos sempre vai me orgulhar porque elas são feitas com sinceridade e vontade, ninguém está na banda pra “ocupar uma vaga”. Pra mim a Impublicáveis significa uma experiência valiosíssima de diversão, seriedade e trabalho, não necessariamente nessa ordem.

Rafa – Eu acho bem legal. Pena que todo mundo é p (censurado).

Bem, depois de sabermos um pouco mais sobre a história desse grupo, nada mais justo que você conferir o clipe de “Mais um Minuto”, curta aí:

Tá aí a nossa homenagem ao grupo que nasceu aqui, no curso de Comunicação! E se você quer curtir mais informações sobre a Impublicáveis, tipo, para quem eles dariam o título de Impubli(CAT), não pode perder o Photo Chopp da banda… Aguarde, em breve vai ter mais Impublicáveis por aqui…

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