No embalo da publicidade eleitoral

Em ano de eleições, o marketing político eleitoral está no palco da sociedade. É o uso do “Ai se eu te pego” prá cá, “Eu quero tchu, tcha” pra lá. A política brasileira está andando no embalo das músicas de maior sucesso no país. Se o ritmo grudou na boca da galera, por que não parodiá-la para conquistar o eleitorado com todo o jingado permitido?

A ideia já virou moda entre os candidatos e faz algum sucesso entre a população.  Mesmo contra a vontade, a identificação faz com que a letra grude na cabeça do ouvinte, que sai cantarolando ela por aí. Tem site na internet que vende o jingle pronto; basta fornecer algumas informações e comprar a mercadoria publicitária saída do forno.

Mas os jingles políticos divulgados nas mídias são apenas um dos recursos utilizados nas campanhas. Muito candidato apela para outros recursos “artísticos”, e inventa formas até bizarras de chamar a atenção do público. Nomes fictícios, candidatos comparados com personagens caricatos… Tem até ficção e super-herói pintando na telinha da propaganda política.

Frente a isso tudo, cabe questionar o limite do marketing político. Até que ponto uma estratégia publicitária mantém seu caráter sério e democrático sem cair na palhaçada? Nesse sentido, cabe avaliar como as agências de publicidade e assessorias estão planejando as campanhas políticas, será que a seriedade, o comprometimento e a ética também acabaram dançando no ritmo dos exageros?

Pra ilustrar isso que tal conferirmos exemplos de campanhas políticas onde os candidatos passaram da conta. O vídeo foi retirado do site lista10.org:

Mas o que afinal importa? Importa que as agências de publicidade pensem na qualidade e eficiência de uma campanha. Não adianta chamar a atenção da população com humor demasiado, conseguindo no máximo a gozação do público e até alguns votos por pena. A resposta mais provável é o público interpretar de forma errônea a mensagem que o candidato quis passar. Foram tantos elementos desnecessários que a comunicação encheu-se de ruídos e a eleição foi por água abaixo.

Em notícia no G1.com/rs, a matéria demostra como os candidatos a vereador do Rio Grande do Sul têm tentado atrair a atenção dos eleitores com fantasias de personagens, imitações, ficando mudos e até trocando de peruca na propaganda eleitoral.

Foto: Reprodução G1.com/rs

Assim, o âmbito do marketing político eleitoral constitui um mercado em ascensão, tanto para os profissionais corrigirem e lapidarem a imagem de muitos candidatos, quanto para demonstrarem como se faz uma campanha com qualidade, seriedade, competência e por que não, cidadania. E o segredo para tal sucesso é uma publicidade com suingue, que não sai fora do ritmo da criatividade e que evite pisar no pé do concorrente. Assim, vale o toque,  candidatos  se liguem e entrem nessa roda…

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