Questione, jornalista!

Jornalista que não questiona, não é jornalista. Pensando nisso, o professor Marcio Granez direcionou uma tarefa aos alunos do componente curricular de “Redação Jornalística II”: produzir textos informativos e opinativos sobre o mesmo assunto. Os acadêmicos puderam escolher livremente o tema sobre o qual gostariam de escrever, e como poderemos ver, muitos optaram por falar da realidade em que vivemos e no que podemos melhorar.  Confere aí os textos opinativos do Eduardo Erthal e da Priscila Heldt!

Escolhas

 Eduardo Erthal

 Esse projeto “Copa do Mundo2014”soa bem nos ouvidos dos brasileiros, porém não transmite confiança, assim como quase tudo que se inicia neste país e acaba se “levando nas coxas”.

Muito se fala em “para que construir novos estádios se a saúde pública enfrenta problemas grotescos” ou “verbas vão para estádios de futebol em vez de irem para as escolas”. A questão de divisões de verbas é posterior. Tudo aqui é político. Encantar e enrolar, assim como o fazem outros países conosco, agora é eles que caem na lábia do povo brasileiro.

O projeto da Copa foi lindo e maravilhoso (ou ainda é), porém certamente não foi isso que encantou a Fifa. Organizadores e pessoas influentes deram conta de “injetar” a ideia da Copa no Brasil nos organizadores estrangeiros. Um exemplo típico de “bom de papo”.

Dada as escolhas das cidades-sedes da Copa das Confederações em 2013 (chamada de evento teste) e a Copa do Mundo de 2014, vê-se que até para isso é preciso de um jogo político, pois como alguém irá escolher um estádio que nem sequer está sendo construído para sediar a abertura do evento? Qual o critério? Datas? Planejamento? Isso não teve desde o início deste entrevero.

No fim das contas são escolhas de pessoas que tem a nossa confiança (ou deveriam ter). Agora quem sofrerá as consequências é um povo que trabalha e luta para sobreviver num país que verá seu território tomado por ideias e fantasias do mundo do futebol.

Feira que não acaba mais

por Priscila Heldt

Ocorrida nos últimos dias07 a19 de outubro, a Expoijuí Fenadi 2011, superou em vários quesitos suas edições anteriores. Faturamento, público, show nacional. Tudo isso encaixado dentro de treze, TREZE dias de feira.

Neste ano a organização do evento buscou superação, e trouxe para Ijuí um show nacional, com ninguém menos do que o super astro da Globo, Luan Santana. Pessoas de toda região e até de fora do estado, viajaram até Ijuí para assistir este show e disseram ter sido uma “experiência única e inesquecível”. Já o cantor não parece ter pensado o mesmo, pois até momentos antes de sua apresentação discutia com sua produção e se negava a subir ao palco. Houve também reclamações, por parte do mesmo, a respeito da não existência de um aeroporto no município em questão, o que por hora tem que ser observado, é verdade.

Aconteceram também as mesmas feiras de flores e vacas de sempre. Fora isto, o único e melhor entretenimento proposto pela Expoijuí, como sempre, foi à casa de cultura alemã. Para onde todos os simpatizantes da típica bebida alemã, o chopp, se dirigiam todas as noites a partir das 20h e até que suas pernas aguentassem. 13 dias de feira. Preenchidos com nada. Afirmo aqui que muitos, sequer visitaram todo o parque, se dirigiram apenas a primeira quadra, onde se localiza a “Casa dos Alemão”. E falo por experiência própria!

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