A encruzilhada das redes sociais

Professor Larry Wizniewsky deu um show de conhecimento na palestra

Quem disse que é preciso sofisticação para se dar um show de conhecimento? Na noite de ontem o graduado em Letras e Jornalismo e mestre em literatura, professor Larry Wizniewsky, deu uma palestra com jeito de aula. E com toda a sua simplicidade, nos apresentou o Apocalipse da Interação: Redes Sociais no Contexto Local e Regional.

A palestra abordou as redes sociais e a sua repercussão nesta sociedade midiática que estamos vivendo, onde o efeito das redes seria muito mais destrutivo do que construtivo. Larry afirmou que a internet perdeu a credibilidade, pelo fato de hoje ser muito difícil de distinguir o que é real do que é fake, pois na rede a mesma pessoa pode adquirir várias facetas. O professor enfatizou esse fato passando um trecho do filme Closer, que mostra o momento em que o personagem acredita estar falando com uma mulher, mas na verdade, quem está por trás da telinha é outro homem.

Semelhante ao filme, o professor afirmou que a maioria das pessoas acaba aproveitando a possibilidade de poder viver uma segunda vida na rede utilizando plataformas como o Second Life, o Facebook, o Twitter, ou as mais diversas redes sociais, podendo então, se metamorfosear e se tornar quem ou o que quiser. Além disso, o palestrante ressaltou a grande repercussão da Campanha da Legalidade comandada por Leonel Brizola, que aconteceu em agosto de 1961, que só foi possível pelo imediatismo que o rádio possuía naquela época e pelo sentido de mídia que havia na manifestação, ação que hoje as redes sociais não conseguem alcançar, pois o peso destas ainda não muda as coisas que realmente interessam.

Professora Elida Lima foi a mediadora da palestra

Larry também mostrou trechos de “As melhores coisas do mundo”, filme de Laís Bodaski, onde um dos personagens solicita que pensemos em uma encruzilhada: “ou você vai por aqui ou você vai por ali. Essa escolha é sua.” E com isso o professor questiona: “a que tipo de causa queremos servir?”

A palestra foi um convite para refletir sobre a situação dos jornais, tevês e rádios da região, nos mostrando que por mais que “os indivíduos de 50 anos atrás não possuam os mesmos cérebros dos indivíduos contemporâneos”, o modo de propagar a informação continua o mesmo.

A mediação da palestra ficou por conta da professora Elida Lima, nova colaboradora do curso de Comunicação Social da Unijuí.

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