Eu sei. Se você recebeu o Comunicativo dessa semana e veio ler a coluna esperando encontrar mais uma dica de filme [meloso ou não], acabou dando com os burros n’água. Desculpe, mas existe uma pauta um pouco mais importante para o momento.
Não sei você, mas eu não tinha recebido nenhuma informação a respeito disso. Nem por webmail, nem pelo Knebel, nem nada. Quem me atualizou foi o Arion, sempre me colocando de volta no mundo real. Hoje à noite, a partir das 20h, estará acontecendo um encontro literário, no SESC em Ijuí [Rua Crisanto Leite, 202]. O tema será Machado de Assis: as idades do homem em Machado (criança-adolescente-adulto-velho) e terá Antônio Sanseverino e Vitor Biasoli como convidados e Larry Wisniewsky como mediador.
Além desse encontro, amanhã o SESC estará oferecendo uma oficina gratuita de romance. Os encontros acontecem pela manhã entre 10 e 12h e à tarde entre 13 e 19h e são remetidos ao público adulto, com o intuito de oferecer lições de como escrever textos desse gênero literário. Se você está interessado entre em contato com o SESC pelo fone 3332.7511. As vagas são limitadas. Obrigada pela dica, Arion! ;)
Hoje vou dar uma modificada no meu repertório e falar sobre a banda Maria Bolacha. Se você não conhece pelo nome certamente deve conhecer seus componentes que uma vez ou outra tocam nas festas do curso. Janaína Santiago, Rafael Librenz e Ricardo Bólico formam a banda que a pouco tempo está no mercado [em torno de um ano]. Já tem uma música própria gravada, chamada Maria do Coco, que está sendo tocada nas rádios de Ijuí.
Não tenho mais o que falar. A banda tem muito sucesso pela frente e, se você quer, assim como eu, virar fã desde o princípio, acesse o site www.maria-bolacha.com e ouça as regravações feitas pela Maria Bolacha e ainda pode conferir e fazer o download da nova música Maria do Coco que, aliás, também está no Youtube. Bom proveito!
Não! Esse é mais um daqueles filmes que não vale à pena perder seu tempo. Acredite! Choke – No sufoco, é uma daquelas histórias sem nexo, com personagens sem vontade e um final ridículo. Talvez possa te chamar atenção no momento em que, na sinopse, descobre-se que o personagem principal é um viciado em sexo, que freqüenta um grupo de apoio mas, mesmo assim, transa com as enfermeiras do hospital onde sua mãe está internada, as colegas de grupo e quem mais aparecer na sua frente.
Agora, a caça pelo pai perdido não é mais um assunto tão interessante, não acha? E, desculpem a franqueza, as inúmeras transas sem sentido [e sem o menor prazer aparente] fazem com quem você perca o ânimo rapidinho. Tem gente que até dorme… Mas, se você ainda prefere conhecer com os próprios olhos e ter a sua opinião, ficarei ansiosa aguardando seu comentário. Ei, Cristina, faça seu relato sobre Choke!
Um dia a gente precisa voltar à rotina. Pois é, eu voltei. E voltei com vários filmes vistos, muitos bons e outros nem tanto. O problema é saber por onde começar… Bom, quem sabe começo pelo último [visto]. Ao menos dessa vez a máxima será verdade.
Domingo passado assisti ‘A troca’. Já tinha passado o olho por esse filme várias vezes na locadora, ainda mais sabe que Angelina Jolie era a protagonista. Resolvi levar. Extenso, duas horas e meia de uma certa agonia. O filme conta a história de Christine Collins, que tem o filho seqüestrado em março de 1928. A partir dessa data ela compra uma longa briga com a polícia de Los Angeles que traz de volta uma criança, dizendo ser Walter, e tenta convencê-la de que é seu filho desaparecido [o que não é verdade].
‘A troca’ mostra o desespero não só de uma mãe, mas de uma sociedade inteira que se vê refém da polícia que, naquela época, era mais ameaçadora que os próprios bandidos. Um drama real, com uma interpretação de Jolie de tirar o chapéu e que, com certeza, deve ser visto por todos. Eu sei que o Mateus já assistiu e vai dar a opinião dele sobre o filme. E você? O que tem a dizer?
Me perdoem pela demora. Final de semestre, trabalhos, provas, festas…
Hoje vou falar sobre uma autora da qual virei fã: Lauren Wiesberger. Quem convive comigo já está cansado de ouvir meus elogios e gritos quando ela lança uma nova obra. Autora de ‘O Diabo veste Prada’, ‘Todo mundo que vale à pena conhecer’ e, seu último livro, ‘À caça de Harry Winston’, Lauren tem um texto gostoso de ler e traz questões femininas [algumas vezes até fúteis, mas divertidas].
‘O Diabo veste Prada’ tornou-se filme, com direito a Meryl Streep e Anne Hathaway. Ele conta a história de uma jornalista recém formada [e com diploma] que se submete a trabalhar como assistente de uma poderosa editora de uma revista de moda mais poderosa ainda. Ou seja, pensamentos e atitudes totalmente opostos mas que acabam sendo ignorados [somente pela assistente, lógico] para garantir experiência e o salário no final do mês.
Já ‘Todo mundo que vale à pena conhecer’ conta a história de Bette Robinson, que deixa de trabalhar em um banco, com toda sua monotonia, e vira RP da noite para o dia. O único trabalho que ela precisa fazer, de verdade, é conhecer as pessoas mais famosas e ser vista circulando pelos eventos mais badalados. Deu até vontade de trocar de profissão! Esse é meu preferido.
No momento estou lendo, e adorando, ‘À caça de Harry Winston’. Por enquanto estou no início, recém conhecendo as personagens Emmy, Leigh e Adriana e suas distintas personalidades [mas todas muito loucas!]. Só espero coisas boas, já que é nada mais, nada menos que Lauren Wiesberger… Mas prometo contar aqui quando terminar de ler. Ah, lembrando, todos os livros dela têm uma pitada de sátira. Esse glamour todo que ela repassa em sua escrita nada mais é do que uma forma de ironizar esse mundo cheio de poses e mentes vazias.
Sabe quando você cria expectativas perante algo e acaba se frustrando com o resultado? Pois é… Eu resolvi dar um ‘voto de confiança’ para o cinema nacional e acabei me arrependendo [em partes, claro]. Fui com muita sede ao pote pra assistir ‘Entre lençóis’ e não gostei do que vi. Sim, sim, é o filme com Paola Oliveira e Reynaldo Gianecchini, que são ótimos na Globo e fazem um casal lindo, mas [como tudo tem um ‘mas’], não sei como aceitaram fazer esse filme. A história toda se passa em uma única noite, onde os dois protagonistas se conhecem, transam, transam de novo, descobrem seus nomes, transam mais uma vez e passam tendo DRs [discussões de relacionamento, para os leigos] sobre um relacionamento que nem existe! É chato, monótono, irritante! As discussões são por motivos infantis que nem o mais romântico dos seres humanos é capaz de achar lindo…
Outro que deixou a desejar foi um filme com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. Não, não é ‘Titanic – O retorno de Jack’, mas sim, ‘Foi apenas um sonho’. O Jean já tinha me alertado: – Não assista isso, é perda de tempo. Eu, teimosa como sou, pensei que precisaria ter minha própria opinião sobre o filme. Agora eu tenho e ela não é contrária à opinião do Jean. Qual a graça em ver a historinha de um casal dos anos 50, onde ele trabalha o dia inteiro e trai a esposa [óbvio] e ela é uma dona de casa bipolar que só reclama da vida?! Eu me mantive firme até os créditos finais pura e simplesmente pra dizer com todas as letras: ‘assisti e odiei’!
Mas, se você é tão teimoso quanto eu, gosta de ter sua opinião sobre filmes, e for assistir essas duas ‘preciosidades’, promete que me conta o que achou? Aliás, dessa vez nem me dei ao trabalho de procurar os trailers…
Hoje vou ter uma ajudinha em minha coluna. Sabe quando um livro é muito vendido, tem uma história super legal e todo mundo quer ver no cinema? Foi justamente isso que aconteceu com ‘O Leitor’. Quem começa falando é o Arion Fernandes, que traz a sua visão do livro e, logo a seguir, o meu comentário sobre o filme:
‘Semana passada li, em poucos dias, o livro O Leitor, do escritor alemão Bernhard Schlink. Livro este que deu origem ao filme de mesmo nome lançado em 2008, o qual você já deve ter ouvido falar, pois rendeu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet. Sim, a mesma do Titanic, lembra?
No livro, Schlink coloca um pouco do seu mundo para dentro da história, e não falo só pelo fato de se passar na Alemanha. O autor, além de escritor, é também professor de Direito e Filosofia. No decorrer do romance, o mesmo levanta breves reflexões filosóficas e considerações a cerca de moralidades, deveres e dignidade humana. Calma, não desistam, essas reflexões são totalmente pertinentes à história, tornando-a ainda mais envolvente e interessante. Mas afinal, que história ele conta? A história de um adolescente, de 15 anos, que conhece, se apaixona e envolvem-se profundamente por uma misteriosa mulher 20 anos mais velha. A relação dos dois baseia-se em leituras, banhos de banheira e sexo. Num certo dia, sem explicação alguma, essa mulher desaparece, sem deixar pistas. Anos mais tarde, ele a reencontra. Ele na condição de estudante de direito, ela sendo acusada por crimes nazistas.
O livro prende a atenção, a escrita é limpa, sem muitos rodeios e bem resolvida, sem perder a essência e o gosto de cada frase. Mesmo ao falar do sexo, por exemplo, é de um erotismo suave, de uma beleza simples, envolvendo a descoberta da adolescência diante à maturidade e ao amor. Mas não se engane, o livro tem um lado pesado, decorrente do próprio nazismo.
A respeito do filme, deixo a cargo da Júlia, que pode falar melhor do que eu. O DVD estava em minhas mãos no final de semana passado, mas não assisti, pois ainda não tinha terminado o livro. Então resisti a vê-lo, caso contrário perderia a graça do final, não achas?’
Algo a acrescentar? Acho que essa definição que o Arion fez ficou perfeita [e sinto que vou ser substituída em breve]. Só para finalizar, além de ganhar o prêmio como melhor atriz, o filme ainda foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia. Comece deliciando-se com o trailer a seguir. E não deixe de assisti-lo nesse final de semana que pede muita coberta, vinho e filmes!
Os últimos dois finais de semana foram diferentes. Além da ‘seção movie’ de sempre, uma peça teatral em cada sábado. Na saída de uma delas, uma colega de curso me disse que estava muito orgulhosa pelo que tinha visto. Depois fiquei pensando e, é de se ter orgulho mesmo! Primeiro, o Grupo de Teatro da Unijuí apresentou “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, arrancou risos e entusiasmo do público que prestigiava o grupo aquela noite. A apresentação teve como destaque os personagens principais da peça João Grilo e Chicó, que lembraram muito a aparência e a interpretação feitas por Matheus Nachtergaele e Selton Mello, no cinema. Desde 1998 levando arte ao público da região, o Grupo de Teatro da Unijuí trabalha com acadêmicos da universidade e todos os anos faz seleção para entrada de novos atores.
Já na semana passada, os pais da orgulhosa colega Râmisa, Heitor Schmidt e Daisy da Silva, trouxeram à Ijuí, a peça “La Nonna”, do grupo de teatro Abrindo Brecha. Durante três dias na cidade, a peça que vem cativando público desde 1992 foi encenada por Heitor Schmidt (Nonna), Carlos Becker (Carmelo), Jéferson Fontana (Chichio), Daisy Barella da Silva (Maria), Bernadete Borges (Anyula), Maristela Marasca (Martinha) e João França (D. Francisco). Pra quem tiver a oportunidade de ver o potencial da “Nonna”, que come até cebola e alho crus, dou um conselho: não troque a cultura do nosso estado por outro programa. Vale muito à pena prestigiar esses grupos teatrais e, principalmente, essas peças. Da próxima vez, lembre-se: cultura local, muitas vezes, pode ser melhor que qualquer ator global!
Enquanto tomava meu café da manhã vendo Bom Dia Brasil nessa quarta-feira, antes das 8h, não imaginava que começaria o dia tão bem. Uma iniciativa magnífica que irá contemplar quem incentiva e necessita de cultura e educação. Essa foi a reportagem que me alegrou na minha primeira hora de olhos abertos. O bibliófilo José Mindlin fará a doação de seus quase 100 mil livros e, assim, formar a Biblioteca Brasiliana, a qual o prédio já está em construção na USP, em São Paulo, com o auxílio de empresas.
Agora, com 94 anos, José Mindlin quer compartilhar com a população brasileira o seu acervo que demorou um pouco mais de 80 anos para ser construído. Enquanto espera-se o término da construção do local que irá abrigar esse tesouro, previsto somente para julho do próximo ano, os primeiros livros começam a ser digitalizado por um robô, que é capaz de ler 2400 páginas por hora. A partir de junho os livros digitalizados já estarão sendo disponibilizados.
Para ver a reportagem na íntegra clique aqui. Para conhecer um pouco mais do projeto Biblioteca Brasiliana conheça o site aqui. Vale à pena ver que ainda existe espaço para a cultura no nosso país e que algumas [poucas] pessoas fazem isso acontecer.
Chega de filmes? Não, muito pelo contrário! Essa semana vamos dar uma passadinha pela literatura e saciar a sede do povo que não consegue ficar [ainda bem] sem ler um pouco e semana que vem volto com as minhas paixões.
Eu, como uma boa moça de família, gosto de romances. Mas não aqueles amores impossíveis, em que as famílias são rivais e o muro criado pela moral separa os dois pombinhos. Eu gosto de ler aqueles casos hilários, que a protagonista quase se mata, só passa vergonha e tudo mais. Eu gosto de ler o que acontece de verdade, o que faz a pessoa continuar mesmo depois de tudo que passa. Lucy Sulivan, protagonista do livro ‘Casório?!’ de Marian Keyes, é uma britânica, um tanto quanto, patética, que vive reclamando do seu trabalho e seus colegas mas na verdade é feliz assim e não tenta mudar.
Após consultar uma cartomante com suas colegas de escritório e ouvir que estará casada em menos de um ano e meio [mesmo sem ter um homem sequer na fila], ela começa a ver pretendentes em todos os lugares, principalmente depois que as previsões feitas para as suas amigas começam a acontecer. Ao longo do livro você acompanha todos os problemas de Lucy com a mãe, com o emprego, com os homens e tudo mais.
‘Casório?!’ é uma história divertida, um tanto patética e muito engraçada! É possível encontrar algum conhecido em cada personagem, é possível sentir vontade de bater em Gus, rir das idiotices de Lucy, se encantar por Daniel. Marian Keyes, que é autora também de Melancia, conseguiu mais uma legião de fãs. E não é à toa!